CNH digital: adesão bate 2 milhões, mas gargalo gera multas de R$ 880 em 2026

Fiscalização com IA e câmeras inteligentes intensifica o cerco a motoristas sem CNH em 2026

Mais de 1 milhão de brasileiros já solicitaram a abertura do processo para obtenção da CNH

Apesar dos 2 milhões de pedidos e do reforço na fiscalização, a CNH Digital enfrenta um descompasso de entregas com apenas 500 mil emissões concluídas até março | Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A adesão à CNH Digital superou 2 milhões de pedidos no início de 2026, mas a conversão em documentos avançou lentamente; cerca de 25 mil habilitados nas primeiras semanas de março, após números iniciais modestos em fevereiro.

O governo registra mais de 500 mil emissões até meados de março, sem confirmar gargalos operacionais ou paradoxo nacional, apesar do reforço na fiscalização digital e multas localizadas.

O custo da irregularidade

Sob o rigor do Artigo 162 do CTB, dirigir sem habilitação é infração gravíssima com multa multiplicada para R$ 880,41.

Se por um lado o valor engorda o caixa de estados e municípios, por outro cria um passivo jurídico que trava o licenciamento de veículos.

Para analistas, o cenário indica que o entrave à regularização vai além do custo; reside na burocracia do exame prático e na persistente cultura da impunidade.

Fiscalização eletrônica eleva cerco a condutores

Embora as taxas mais baixas e a simplificação de processos tenham facilitado o acesso à CNH em 2026, não há evidências de que o barateamento tenha erradicado a direção informal.

A fiscalização eletrônica e blitze integradas foram aprimoradas com tecnologias como tecnologias inteligentes, elevando os riscos jurídicos e financeiros de direção irregular, mas sem dados confirmados de “salto nas autuações” ou declarações específicas de especialistas nesse contexto.