Chuva de meteoros do cometa Halley atingirá o hemisfério sul e deixará o céu iluminado

Mesmo após o pico, rastros deixados pelo Cometa Halley ainda podem aparecer no céu durante a madrugada

As estrelas cadentes aparecem quando pequenos fragmentos entram na atmosfera em alta velocidade e brilham antes de se desfazer

As estrelas cadentes aparecem quando pequenos fragmentos entram na atmosfera em alta velocidade e brilham antes de se desfazer | Pexels

O início de maio foi contemplado com um grande fenômeno astronômico: a chuva de meteoros Eta Aquáridas atingiu seu pico de atividade na madrugada de 5 para 6 deste mês.

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Esse acontecimento anual é derivado do Cometa Halley, um astro famoso por passar próximo ao planeta Terra a cada 75 anos, e deixa o céu com um aspecto estrelado e repleto de corpos espaciais, visíveis a olho nu, capazes de encantar entusiastas da astronomia e criar uma conexão histórica com o nosso sistema solar.

A chuva de estrelas causada pelo sistema solar

A chuva Eta Aquáridas acontece por causa de fenômenos naturais que ocorrem no momento em que seu astro principal está próximo à Terra. O Cometa Halley, composto majoritariamente por gelo e poeira, começa a se desfazer parcialmente ao passar perto do Sol.

Esse derretimento libera uma trilha de grãos de poeira e pedregulhos ao longo de sua trajetória. Todos os anos, em maio, a Terra cruza essa “nuvem de sujeira” que, ao entrar em nossa atmosfera em alta velocidade, cerca de 66 km/s, atrita com o ar.

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O atrito gera calor nas pedras desprendidas, o que causa um brilho intenso antes que esses corpos se desintegrem. Todo esse processo é o que origina as estrelas cadentes, também chamadas de meteoros.

Melhor visão para quem vive no Sul

A chuva de meteoros pode ser observada ao redor de todo o globo, mas, tratando-se de visibilidade, o Hemisfério Sul ocupa uma posição privilegiada. Isso acontece porque as “estrelas” da Eta Aquáridas parecem vir da constelação de Aquário, que está mais inclinada nessa direção.

Para quem está no Hemisfério Sul, essa constelação sobe muito mais alto no céu durante a madrugada do que para quem está no Hemisfério Norte. Em termos práticos, no Brasil, conseguimos ver até 50 meteoros por hora. Em Nova York ou Londres, esse número cai para apenas 10 ou menos.

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Apesar de seu ápice já ter ocorrido, o fenômeno ainda pode ser observado ao longo de todo o mês de maio. Para apreciar esse espetáculo, busque locais afastados de grandes construções e da poluição luminosa para obter um melhor campo de visão.

Mesmo quando a chuva perde força após o pico, alguns rastros ainda podem surgir durante o período de atividade (Foto: Pexels)