Fundador do Novo dispara contra Zema após vídeo sobre Flávio Bolsonaro

Zema  criticou Flávio após divulgação de mensagens em que o filho do ex-presidente cobra dinheiro de Vorcaro

Zema, hoje, é candidato ao Senado mas quem o escuta de perto sabe que topa a chapa

O ex-governador de Minas Gerais afirmou que 'é preciso ter credibilidade para mudar o Brasil' | Gil Leonardi/Imprensa MG

O fundador do Partido Novo, João Amoêdo, ironizou o presidenciável Romeu Zema (Novo) nesta quarta-feira (13/5), que gravou um vídeo criticando o senador e também presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação do áudio em que Flávio pede R$ 134 milhões para o banqueiro Daniel Vorcaro.

“Depois de 8 anos sendo submisso ao bolsonarismo e colocando o Novo como linha auxiliar da família, Romeu Zema descobriu hoje que eles não são confiáveis”, questionou Amoêdo, que se afastou do partido em 2022, pelas redes sociais.

“A pergunta que fica: era ignorância ou, novamente, oportunismo eleitoral?”, completou ele.

O que aconteceu

Zema  criticou nesta quarta-feira o senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de mensagens e de um áudio em que ele cobra dinheiro de Vorcaro, dono do Banco Master, para bancar o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, declarou o político em um vídeo divulgado pelas redes pessoais.

O ex-governador de Minas Gerais também afirmou que “é preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”.

Até então, Flávio e Zema mantinham relação de proximidade política e vinham sendo apontados como possíveis aliados para a eleição presidencial. 

O filho do ex-presidente confirmou o pedido de dinheiro depois da divulgação do áudio, mas negou irregularidades.

Vorcaro, dono do Master, está preso em São Paulo, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.

Já Amôedo teve sua filiação ao Partido Novo suspensa em outubro de 2022 e posteriormente anunciou sua desfiliação em novembro do mesmo ano. 

A decisão ocorreu após ele declarar apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial contra Jair Bolsonaro, o que foi considerado traição e violação estatutária pela legenda.