Península isolada na Bahia esconde praias paradisíacas e vila de pescadores

Localizada entre Itacaré e Morro de São Paulo, Península de Maraú atrai turistas por suas águas transparentes, lagoas naturais e clima tranquilo

Destino baiano mantém praias preservadas e acesso limitado, fator que ajudou a conservar o charme rústico da região

Destino baiano mantém praias preservadas e acesso limitado, fator que ajudou a conservar o charme rústico da região | Rodrigo Mazzola/Wikimedia Commons

A Península de Maraú, fica no litoral sul da Bahia, na região turística conhecida como Costa do Dendê, a 270 km de Salvador.

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Com cerca de 40 km de praias, a faixa de terra é cercada pelo Oceano Atlântico de um lado e pela Baía de Camamu do outro, formando um cenário cinematográfico admirado por turistas. 

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A região abriga Barra Grande, principal vila da península e porta de entrada para turistas.

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O local também preserva ruas de areia, clima tranquilo e antigas características de vila de pescadores, resultado do acesso difícil que durante muitos anos limitou o crescimento urbano da vila.

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Praias, lagoas e passeios pela natureza

Considerada uma das praias paradisíacas “escondidas” no Brasil, Taipu de Fora é o principal cartão-postal da península. Durante a maré baixa, os recifes formam piscinas naturais transparentes repletas de peixes e vida marinha.

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O lugar tem faixa extensa de areia clara e costuma atrair visitantes interessados em mergulho e snorkel.

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Outro ponto bastante procurado é Ponta do Mutá, praia conhecida pelo pôr do sol visto da faixa de areia e dos beach clubs instalados na região.

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Conheça os principais atrativos turísticos de Maraú, no Sul da Bahia (Foto: Daniel Villaça/Gazeta de S. Paulo)

No fim da tarde, bares e restaurantes costumam colocar música ao vivo e o movimento de turistas é intenso.

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A Lagoa do Cassange chama atenção pela proximidade entre a água doce e o mar. Separada da praia por cerca de 300 metros de areia, a lagoa é usada para banho, caiaque e stand-up paddle.

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O cenário cercado por coqueiros também virou um dos locais mais fotografados da península.

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Os passeios de escuna e lancha pela Baía de Camamu também fazem parte do roteiro de Maraú, pois têm paradas em ilhas como Pedra Furada e Ilha do Goió.

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Já a Trilha das Bromélias percorre áreas de mata e mirantes em roteiros feitos de quadriciclo ou veículos 4×4.

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Onde ficar em Maraú

Saiba como é a estrutura voltada aos turístas na península (Foto: Daniel Villaça/Gazeta de S. Paulo)

Barra Grande concentra a maior parte da estrutura turística da península. A vila possui pousadas, bares, restaurantes, mercados e pequenas lojas voltadas aos visitantes.

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Há opções para diferentes perfis de viagem. A região oferece desde campings e hospedagens simples até resorts de luxo, bangalôs ecológicos e hotéis à beira-mar.

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Quem procura praias mais movimentadas costuma ficar em Barra Grande ou Taipu de Fora. Já destinos como Algodões e Saquaíra atraem turistas interessados em silêncio e isolamento.

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Como chegar à Península de Maraú

Segundo o site oficial de Barra Grande, existem três formas mais comuns de chegar à Península de Maraú.

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1. Balsa e carro

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Saída de Salvador até Bom Despacho (Itaparica – BA) via balsa. Depois, o trajeto segue pela BA-001 até Camamu.

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De lá, o visitante pode pegar lancha rápida até Barra Grande, com travessia de 30 a 40 minutos e custo médio de R$ 60 ou continuar de carro pela BR-030, estrada de terra de 46 km que pode ficar intransitável em épocas de chuva.

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2. Ônibus e lancha

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Após a balsa até Bom Despacho, o trajeto continua de ônibus até Camamu. No cais, turistas seguem para Barra Grande em lancha rápida ou barco convencional.

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3. Avião e traslado

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Quem viaja de avião desembarca no Aeroporto de Ilhéus (IOS), a cerca de 115 km de Maraú. Depois, é possível seguir de traslado, táxi ou ônibus até Camamu ou Barra Grande.

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Taxa de turismo: a região cobra a taxa TAMMAR, de R$ 20 por visitante. Veículos pagam entre R$ 20 e R$ 40, dependendo do porte.

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Quando ir e o que observar antes da viagem

É necessário estudar a melhor data antes de se aventurar na península (Foto: Daniel Villaça/Gazeta de S. Paulo)

De acordo com dados do Climatempo, o período entre setembro e fevereiro costuma registrar menos chuvas em Maraú.

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Entre setembro e novembro, a região normalmente tem bom equilíbrio entre clima seco, praias menos cheias e preços mais baixos em hospedagens.

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Já entre março e julho, o volume de chuva aumenta consideravelmente. Além do risco de dias nublados, o principal problema envolve as condições da BR-030, que frequentemente acumula lama e dificulta o acesso à península.

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Quem pretende viajar nesse período deve acompanhar a situação da estrada antes da saída, principalmente motoristas de carros comuns.