Governo unifica ações e muda regras de combate ao abuso infantil

Nova diretriz nacional acaba com o isolamento de prefeituras e estados para criar rede única de proteção infantojuvenil

A nova política nacional une União, estados e municípios em uma rede integrada de atendimento para combater o abuso infantil e evitar a revitimização.Criança

A nova política nacional une União, estados e municípios em uma rede integrada de atendimento para combater o abuso infantil e evitar a revitimização.Criança | Freepik

A Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes entra em vigor com um objetivo claro de extinguir a falta de padrão e o isolamento que historicamente marcam as redes de proteção locais.

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A medida foi oficializada pela Portaria nº 836, que regulamenta trechos cruciais da Lei nº 14.811/2024. Com a mudança, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania assume o comando de uma força-tarefa que obriga o trabalho sincronizado entre União, estados e municípios.

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O texto segue a prioridade absoluta já prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas estabelece o atendimento integrado e o compromisso com a proteção contra novos traumas no processo. 

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O fim da peregrinação de vítimas e familiares

Na prática, a nova diretriz ataca um drama crônico ao encerrar a saga de famílias e vítimas que precisam relatar a violência repetidas vezes em delegacias, hospitais e postos de assistência social diferentes, um processo desgastante que costuma aprofundar o trauma.

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Para cortar essa engrenagem de dor, a medida foca no fortalecimento de centros de atendimento integrado, concentrando todo o acolhimento, perícia e proteção em um único espaço físico. 

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Além disso, o novo modelo desenhado pelo governo apoia-se em critérios de equidade, exigindo abordagens que considerem recortes de raça, gênero, deficiência e desigualdade social, ao mesmo tempo em que blinda as investigações, garantindo sigilo absoluto e proteção total à privacidade dos menores.

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Fiscalização e metas: o desafio para sair do papel

Para impedir que a nova política vire apenas “letra morta” na burocracia, a execução será descentralizada e monitorada de perto pela Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes

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Mais do que isso, as ações foram amarradas ao Plano Nacional Decenal, o que obriga o governo a cumprir prazos rígidos, metas claras e indicadores de resultados auditáveis. 

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Esse pacote de fôlego do ministério inclui ainda a capacitação contínua de profissionais das áreas de saúde, educação e segurança pública, além de campanhas permanentes de conscientização e o financiamento de pesquisas científicas para mapear detalhadamente os maiores gargalos da violência no território nacional. 

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Como denunciar?

Canais de denúncia contra qualquer tipo de violência ou exploração infantojuvenil funcionam em todo o país. O atendimento do Disque 100 é gratuito, totalmente anônimo e fica disponível 24 horas por dia, inclusive em finais de semana e feriados.