Da febre dos anos 1980 às dívidas: Estrela entra em recuperação judicial

Marca destaca o avanço das opções digitais no entretenimento infantil como principal causa da crise

Administração da empresa permanece à frente das atividades enquanto o plano de recuperação é elaborado

Administração da empresa permanece à frente das atividades enquanto o plano de recuperação é elaborado | Divulgação

A fabricante de brinquedos Estrela informou nesta quarta-feira (20/5) que entrou com pedido de recuperação judicial de forma conjunta com empresas de seu grupo econômico.

A solicitação foi protocolada na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais. O pedido envolve oito empresas do Grupo Estrela, incluindo a própria Manufatura de Brinquedos Estrela S.A, a Editoria Estrela Cultural e a Estrela Distribuidora de Brinquedos.

Em comunicado, a fabricante explicou que a recuperação judicial tem como objetivo reorganizar o endividamento e preservar a continuidade das operações e de empregos dentro da própria companhia. A Estrela não informou o valor da dívida.

O que causou a crise?

Ainda de acordo com a empresa, o cenário econômico dos últimos anos pressionou a estrutura financeira do grupo. Entre os principais motivos que acarretaram no cenário atual estão: juros altos, dificuldades para conseguir empréstimos e a mudança nos hábitos dos consumidores.

O último foi intensificado nos últimos anos especialmente pela presença cada vez mais maior de crianças em opções digitais, como jogos e entretenimento, conforme detalhado pela própria marca.

Como fica a Estrela? 

A administração da empresa permanece à frente das atividades enquanto o plano de recuperação é elaborado e submetido aos credores, seguindo o determinado pela Legislação Brasileira.

A Estrela ainda disse que apresentará uma medida futuramente para viabilizar a reestruturação do grupo. As atividades da marca continuarão normalmente em um primeiro momento.

O que é recuperação judicial?

É o mecanismo usado por empresas com dificuldades financeiras para renegociar dívidas e evitar a falência.

A companhia apresenta um plano de reestruturação para continuar operando, manter empregos e organizar pagamentos aos credores.