Organizar a rotina entre trabalho, alimentação e atividades físicas ainda é um desafio para muitos brasileiros. O reflexo aparece nos indicadores de saúde: o número de adultos com obesidade no Brasil cresceu 118% entre 2006 e 2024, segundo dados da pesquisa Vigitel 2025, do Ministério da Saúde, divulgados em janeiro deste ano.
Em entrevista exclusiva à Gazeta, anutricionista Thays Pomini, nova colunista do grupo, analisou os impactos dafalta de organização no dia a dia, destacou a importância da alimentação equilibrada e da prática de exercícios físicos, comentou o uso das chamadas canetas emagrecedoras e compartilhou orientações para melhorar a qualidade de vida.
“A organização é mais da metade do caminho para uma vida saudável, mas também é a parte mais difícil. Muitos pacientes que atendo passam primeiro por uma reorganização da rotina para, só depois, pensarmos em um plano alimentar”, afirmou a profissional.
Questionada sobre mudanças no estilo de vida da população, a nutricionista disse perceber, na prática, uma evolução dos hábitos, especialmente entre os mais jovens. Confira entrevista em vídeo abaixo:
“Tenho dois filhos adolescentes e percebo essa mudança até entre os grupos de amigos. Eles se encontram para ir à academia. Em outras gerações, isso não acontecia, até porque academia não era um ambiente voltado para adolescentes, mas para adultos. Essa nova geração tem uma consciência maior sobre hábitos saudáveis, embora muitas vezes ainda busque mais a estética do que a saúde”, pontuou.
Uso das canetas exige acompanhamento
Ainda durante a entrevista ao programa ‘Direto da Gazeta’, exibido pela TV GMG, a nutricionista comentou o aumento da procura pelas chamadas canetas emagrecedoras e reforçou a importância do acompanhamento profissional durante o tratamento.
“É necessário e importante ter acompanhamento. A medicação é uma ferramenta incrível, mas não pode ser utilizada de forma permanente, nem gerar dependência. É preciso mudar o comportamento, os hábitos alimentares e garantir que o corpo continue recebendo os nutrientes necessários. Muitas pessoas dizem que a caneta provoca perda de massa muscular, queda de cabelo e flacidez. O problema, porém, não é a medicação em si, mas a falta de nutrientes no organismo de quem faz uso dela sem manter uma alimentação adequada”, explicou.
O interesse pelos medicamentos tem crescido rapidamente no Brasil. Dados do Conselho Federal de Farmácia mostram que a demanda pelas chamadas canetas emagrecedoras aumentou 88% em 2025 na comparação com o ano anterior.
As importações desses medicamentos movimentaram cerca de R$ 9 bilhões.
A Dinamarca, país de origem do principal laboratório fabricante dos produtos, responde por 44% das compras realizadas pelo Brasil.








