Com o fim da greve estudantil, na segunda-feira (8/6), a USP agora concentra esforços na recomposição do semestre letivo. A universidade prevê a reposição de aulas durante o período originalmente destinado às férias de julho.
A informação foi dada pelo reitor Aluisio Segurado em entrevista à Folha de S.Paulo. Segundo ele, as unidades já apresentaram propostas para minimizar os impactos da paralisação na formação dos alunos.
“O que deve nos preocupar agora é o que fazer com a formação dos nossos estudantes neste momento”, afirmou.
De acordo com o reitor, a reposição deve ocorrer ainda neste semestre.
“Haverá reposição; provavelmente haverá um avanço das atividades para o período que seria das férias de julho, para conseguir fazer uma reposição de conteúdos fundamentais e todo um ajuste”, disse.
Calendário ainda será definido
Apesar da sinalização, a USP ainda não definiu oficialmente como ficará o calendário acadêmico. A discussão será levada aos órgãos colegiados da universidade.
Segundo a gestão, a análise ocorrerá no Conselho de Graduação quando houver um cenário mais consolidado após o encerramento da paralisação.
A greve começou no fim de abril e afetou as unidades de forma desigual.
Enquanto alguns cursos retomaram as atividades antes do encerramento oficial do movimento, outros permaneceram sem aulas por mais tempo.
Nos últimos dias da paralisação, 15 das 43 unidades da USP ainda estavam em greve.
Calouros estão entre as preocupações
Outra preocupação da universidade envolve os estudantes ingressantes. O regimento da USP prevê o cancelamento da matrícula de calouros reprovados por frequência em todas as disciplinas cursadas.
Pelas regras da instituição, os alunos precisam cumprir pelo menos 70% de presença em cada disciplina.
Segundo Segurado, as unidades estão elaborando calendários alternativos para permitir a reposição das atividades pendentes e evitar prejuízos acadêmicos.
