Uma bolsa de luxo desenvolvida com um material produzido em laboratório a partir de informações extraídas de vestígios de um Tyrannosaurus rex será leiloada nesta quinta-feira (11/6), em Paris.
Considerada uma peça inédita, a criação tem valor estimado entre US$ 350 mil e US$ 580 mil, o equivalente a cerca de R$ 1,8 milhão e R$ 3 milhões.
O acessório foi desenvolvido com base em fragmentos de colágeno identificados em um fóssil de T-Rex encontrado no estado de Montana, nos Estados Unidos, há aproximadamente 25 anos.
Bolsa de dinossauro
Utilizando avanços recentes da biotecnologia, pesquisadores conseguiram empregar informações obtidas desses vestígios para orientar culturas celulares capazes de gerar um material semelhante à pele do dinossauro.
A peça foi apresentada pela primeira vez em Amsterdã e agora será leiloada na Hôtel Drouot, que descreve o item como um marco na indústria do luxo e uma demonstração das possibilidades do chamado couro celular.
Diferentemente dos chamados couros veganos, geralmente produzidos a partir de materiais sintéticos, o produto foi criado por meio de culturas celulares desenvolvidas em laboratório. A tecnologia busca reproduzir características do couro natural sem a necessidade de criação ou abate de animais.
Segundo o paleontólogo Iacopo Briano, o material é resultado de uma combinação entre ciência e reconstrução biológica.
A iniciativa é vista como um experimento que une paleontologia, biotecnologia e moda de luxo, abrindo espaço para novas aplicações de materiais desenvolvidos a partir de informações genéticas e biológicas preservadas em fósseis pré-históricos.
