O grupo responsável pela atividade de rope jumping, que terminou com a morte de uma jovem de 21 anos em Limeira, no interior de São Paulo, não possuía empresa formalizada nem autorização para realizar o evento no local do acidente. A informação foi confirmada pela Polícia Civil durante as investigações do caso ocorrido neste sábado (13/6).
Segundo a delegada Andréa Dantas, os organizadores eram praticantes do esporte radical que passaram a promover eventos em diferentes cidades há cerca de um ano. Apesar da frequência das atividades, o grupo não operava por meio de uma empresa oficialmente constituída.
A descoberta se tornou um dos principais pontos investigados após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que caiu de uma altura aproximada de 40 metros durante um salto sem estar conectada à corda de segurança.
Grupo realizava eventos em várias cidades
De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos se conheceram por meio da prática do rope jumping e passaram a organizar encontros e eventos voltados à modalidade.
As investigações apontam que as atividades já eram realizadas há aproximadamente um ano em diferentes destinos, mas sem uma estrutura empresarial formal. Além disso, o grupo não possuía autorização para promover o evento na região da Ponte do Esqueleto, onde ocorreu a tragédia.
A informalidade da operação passou a ser analisada pelos investigadores como parte do contexto que envolvia a organização dos saltos e os protocolos de segurança adotados pelo grupo.
Falha em equipamento resultou na morte da participante
As apurações iniciais indicam que a corda que deveria estar presa ao equipamento de segurança da vítima permaneceu enrolada na plataforma no momento do salto.
Imagens gravadas por testemunhas mostram Maria Eduarda sendo conduzida até a borda da estrutura antes da queda. Logo após o acidente, pessoas presentes perceberam a ausência da corda e começaram a alertar sobre o problema.
Três homens que participaram diretamente da preparação e execução do salto foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual. Em depoimento, eles afirmaram não conseguir explicar como ocorreu a falha que permitiu a realização do salto sem o equipamento de segurança.
A Polícia Civil segue investigando o caso e aguarda os resultados da perícia para concluir o inquérito.
