Nova CIN terá benefício inédito para quem tem diabetes tipo 1

Câmara aprova projeto que inclui diabetes tipo 1 na Carteira de Identidade Nacional e garante direitos em concursos e insumos pelo SUS

Regulamentação federal em andamento propõe a inclusão de diagnósticos clínicos crônicos nos novos modelos de registros civis de emissão unificada no país. Ilustração/IA/Gazeta de S.Paulo

A rotina de aproximadamente 600 mil brasileiros que convivem com o diabetes mellitus tipo 1 pode passar por uma reformulação histórica.

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A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5868/25, que autoriza os pacientes a inserirem a indicação da condição de saúde diretamente na Carteira de Identidade Nacional (CIN).

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A principal mudança jurídica é a equiparação dos pacientes às pessoas com deficiência. Na prática, o público passa a contar com o amparo do Estatuto da Pessoa com Deficiência.

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Essa alteração abre caminhos legais importantes no país. A medida garante o direito a vagas reservadas na iniciativa privada e cotas em concursos públicos.

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Diabetes tipo 1 e o SUS

O bolso e o bem-estar dos cidadãos serão impactados pela desburocratização no acesso à saúde pública. A proposta assegura que o Sistema Único de Saúde (SUS) forneça de forma contínua medicamentos, insulinas, sensores e bombas de infusão.

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O paciente não precisará mais passar por perícias complexas e recorrentes para retirar os insumos.

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Outro avanço significativo é que os laudos médicos que atestam a condição crônica passam a ter validade indeterminada.

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Isso põe fim à obrigação de renovar exames e papeladas periodicamente para comprovar a enfermidade. O foco do atendimento passa a ser a continuidade do tratamento sem barreiras burocráticas nos postos.

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Direitos no mercado de trabalho

O texto estabelece regras para garantir a inclusão nos ambientes profissionais e acadêmicos. Empresas e escolas serão obrigadas a permitir que o cidadão porte e utilize seus aparelhos de monitoramento e aplicação de insulina.

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O direito a pausas ao longo de exames públicos e da jornada diária serve para alimentação, checagem de glicemia ou aplicação de doses. A mudança coincide com o cronograma de transição para quem precisa emitir a nova CIN em 2026, unificando os registros civis.

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A legislação também prevê pausas ao longo da jornada diária para alimentação ou aplicação de doses. Qualquer conduta discriminatória será proibida em espaços públicos ou privados.

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O monitoramento constante da glicemia passa a ser reconhecido como uma necessidade vital do trabalhador e do estudante durante suas atividades.

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Cuidados e suporte nas escolas

No ambiente escolar, o projeto confere um amparo fundamental para crianças e adolescentes. As instituições de ensino básico e superior deverão fornecer alimentação adaptada às restrições nutricionais dos alunos.

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O texto veda expressamente qualquer tipo de recusa de matrícula motivada pelo diagnóstico da doença.

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As equipes escolares passarão por capacitações para identificar e socorrer crises de hipoglicemia ou hiperglicemia.

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Os cuidados de saúde do estudante serão integrados ao plano pedagógico das unidades de ensino. A medida dá mais tranquilidade aos pais, garantindo o armazenamento correto dos medicamentos na própria instituição.

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Nova identidade e sanção da lei

A possibilidade de incluir informações médicas acompanha a modernização do registro civil.

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O modelo atual do documento centraliza diferentes dados do cidadão em uma única plataforma e também simplifica viagens internacionais, já que a nova identidade nacional libera entrada em oito países da América do Sul.

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O texto aprovado segue agora para a análise de sanção presidencial. Se for assinado pelo presidente da República, a medida ainda precisará passar por uma regulamentação do governo federal.

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Esse processo vai definir o passo a passo de como os estados vão coletar os dados de saúde nos guichês e os prazos de início nos postos de identificação.