Em São Paulo, já é possível ver o clima da Copa do Mundo. O evento mobiliza paulistanos por todos os lados da cidade. Em bares, esquinas, restaurantes e comércios, pessoas torcem e vibram pelo Brasil.
Porém, o futebol apresentado pela seleção brasileira tem esfriado o entusiasmo dos torcedores e afetado diretamente as vendas de produtos da Copa nas ruas de SP.
Na 25 de Março, um dos locais mais movimentadas da capital paulista e com maior concentração de comércios, os estabelecimentos já sentem os reflexos da falta de confiança do torcedor na equipe de Ancelotti.
Isso é o que conta o vendedor Francisco Rodrigues à Gazeta ao lembrar de como o mercado de produtos da Brasil ficou aquecido antes da estreia do País no Mundial.
“O pessoal estava animado, mas depois que o Brasil empatou, as pessoas ficaram desmotivadas. Agora, está bem fraco”, afirmou.
Empate na estreia e expectativa de reação da Seleção brasileira
Os comandados de Carlo Ancelotti estrearam com um empate por 1 a 1 diante do Marrocos, no último sábado (13/6). Entre os comerciantes da 25 de Março, a expectativa é que uma melhora no desempenho da equipe também reflita nas vendas.
De acordo com Luiz Henrique, o resultado da estreia pode ter freado parte da empolgação dos torcedores. Mesmo assim, ele acredita que uma sequência de bons resultados pode aquecer novamente o comércio.
“Acredito que, nos próximos jogos, ganhando, vai ter uma nova motivação da população brasileira para comprar mais camiseta e ajudar a gente”, comentou.
Endrick supera Neymar entre os mais procurados
Se o desempenho da Seleção gera dúvidas entre os torcedores, alguns jogadores seguem em alta entre quem decide comprar uma camisa nova.
Na avaliação de Luiz Henrique, o principal exemplo é Endrick. Segundo ele, o atacante se tornou o nome mais pedido pelos clientes nas últimas semanas, superando até Neymar, que historicamente costuma liderar a preferência dos torcedores.
“A maioria quer com o nome do Endrick. O Endrick está demais, todo mundo pedindo com o nome dele”, afirmou.
A procura reflete o momento vivido pelo atleta e as expectativas do público quanto a entrada do jovem em campo durante o Mundial.
Camisas retrô resistem à queda das vendas da Copa
Enquanto os modelos atuais perderam força após a estreia, as versões retrô seguem atraindo compradores na região central da capital.
Mikaely, de 25 anos, conta que peças ligadas a ídolos históricos da Seleção continuam entre as mais vendidas. Segundo ela, os modelos inspirados em Ronaldinho Gaúcho e Romário aparecem entre os favoritos dos clientes.
“As do Ronaldinho e do Romário saem bastante ainda”, disse.
A comerciante também percebe uma mudança na procura por produtos ligados a Neymar. De acordo com ela, o interesse era maior antes de a bola rolar no Mundial.
“No primeiro jogo procuraram bastante. Depois parou”, afirmou.
Chuva se soma ao desempenho da Seleção
Além dos resultados dentro de campo, os comerciantes apontam outro fator para explicar a redução do movimento: a sequência de dias chuvosos registrada em São Paulo.
Segundo Mikaely, o mau tempo afastou consumidores da 25 de Março e afetou diretamente as vendas neste período de Copa do Mundo.
“As chuvas dos últimos dias diminuíram bastante o movimento. Interrompeu nosso dia a dia aqui”, relatou.
Segundo os comerciantes, a combinação entre o empate na estreia e os dias de chuva reduziu o movimento na região. Ainda assim, a expectativa é que uma reação do Brasil nos próximos jogos volte a impulsionar as vendas de itens da Copa e seleção brasileira nas ruas de SP e reacenda o clima do Mundial na principal região comercial da capital paulista.










