Hotel construído dentro de uma pedreira impressiona com andares debaixo da terra

Construído dentro de uma pedreira de 88 metros, hotel na China combina luxo, sustentabilidade e soluções de engenharia impressionantes

O projeto transformou uma cratera de 88 metros em um hotel de luxo que desafia os limites da engenharia moderna (Divulgação: InterContinental Shanghai Wonderland)

O projeto transformou uma cratera de 88 metros em um hotel de luxo que desafia os limites da engenharia moderna (Divulgação: InterContinental Shanghai Wonderland)

O que parecia impossível se tornou realidade na China, onde uma antiga pedreira de 88 metros de profundidade foi transformada em um verdadeiro “arranha-terra”, com andares subterrâneos, níveis submersos e soluções sustentáveis que chamam a atenção de arquitetos do mundo inteiro.

Continua após a publicidade

O projeto de de US$ 555 milhões, virou símbolo de inovação ao mostrar que áreas degradadas podem ganhar uma nova vida sem a necessidade de ocupar mais espaço urbano. O resultado é uma construção que parece saída de um filme futurista.

Continua após a publicidade

O projeto que transformou uma pedreira em destino turístico

Localizado no distrito de Songjiang, em Xangai, o InterContinental Shanghai Wonderland nasceu em 2018, com uma proposta de reaproveitar uma antiga pedreira abandonada em vez de escondê-la ou aterrá-la.

Continua após a publicidade

A área, marcada por décadas de exploração mineral, apresentava desafios gigantescos para engenheiros e arquitetos. Em vez de enxergar o local como um problema, os responsáveis viram uma oportunidade de criar algo único.

Continua após a publicidade

O hotel foi projetado para acompanhar as paredes da pedreira, aproveitando a estrutura natural da cratera como parte da própria construção.

Continua após a publicidade

Por que é chamado de “arranha-terra”?

Enquanto os arranha-céus tradicionais crescem verticalmente para cima, o InterContinental Shanghai Wonderland faz exatamente o contrário.

Continua após a publicidade

Dos seus 18 andares, a maior parte está localizada abaixo do nível do solo, mas dois estão debaixo d’água. Isso criou o apelido de “arranha-terra”, uma expressão usada para destacar a proposta inovadora do edifício.

Continua após a publicidade

A construção se integra ao relevo da pedreira e oferece vistas panorâmicas das paredes rochosas, cachoeiras artificiais e do lago formado no fundo da cratera.

Continua após a publicidade

Andares submersos chamam atenção dos visitantes

Um dos grandes diferenciais do hotel está em seus andares submersos. Algumas áreas foram construídas abaixo da superfície da água, oferecendo uma experiência rara para os hóspedes.

Continua após a publicidade

Certos ambientes permitem observar a vida aquática através de grandes painéis de vidro, criando uma sensação semelhante à de estar dentro de um aquário gigante. Essa característica ajudou o empreendimento a ganhar destaque internacional desde sua inauguração.

Continua após a publicidade

Uma obra de engenharia que levou anos para ser concluída

Transformar uma pedreira profunda em um hotel de luxo exigiu soluções inéditas. Os engenheiros precisaram desenvolver sistemas especiais para estabilizar as encostas rochosas e garantir a segurança da estrutura.

Continua após a publicidade

Além disso, foi necessário criar mecanismos avançados de drenagem para lidar com a água acumulada na cratera.

Continua após a publicidade

A complexidade da obra fez com que o projeto levasse anos entre planejamento, testes e construção. Entre os principais desafios estavam:

Continua após a publicidade
  • Garantir a estabilidade das paredes da pedreira;
  • Controlar infiltrações e escoamento de água;
  • Construir áreas abaixo do nível do lago;
  • Integrar sustentabilidade e eficiência energética;
  • Preservar as características naturais do local.

Energia geotérmica ajuda a reduzir impactos ambientais

Outro destaque do empreendimento é o uso de tecnologias sustentáveis. O hotel utiliza sistemas de energia geotérmica para auxiliar na climatização dos ambientes. Essa solução aproveita a temperatura natural do subsolo para reduzir o consumo energético.

Continua após a publicidade

Além disso, a própria reutilização da pedreira é considerada um exemplo de recuperação ambiental, mostrando como áreas degradadas podem ganhar novas funções sem a necessidade de expandir a ocupação urbana.