Imagine encher o tanque do seu carro com um elemento que, em vez de fumaça poluente, solta apenas vapor de água pelo escapamento.
Esse cenário que parece saído de um filme de ficção científica acaba de dar um passo gigantesco em São Paulo.
Uma demonstração na cidade de São José dos Campos, no interior de Sâo Paulo, provou que a revolução dos transportes já começou e tem um protagonista claro: o hidrogênio.
Um Toyota Mirai percorreu a distância de 140 quilômetros consumindo apenas 1 quilo de hidrogênio produzido em solo paulista.
O combustível foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), mostrando a força da ciência nacional na busca por energia limpa.
Afinal, o que é o hidrogênio como combustível?
O hidrogênio é o elemento químico mais abundante do universo, mas ele não é encontrado de forma isolada na natureza.
Para ser utilizado como combustível, ele precisa ser extraído de outras fontes, como a água ou compostos orgânicos.
Diferente dos carros elétricos comuns, os veículos a hidrogênio utilizam um sistema avançado chamado de célula a combustível.
Essa tecnologia promove uma reação química entre o hidrogênio e o oxigênio do ar, transformando o gás diretamente em eletricidade.
É essa energia elétrica que movimenta o motor do automóvel, dispensando a necessidade de baterias gigantescas e pesadas.
Por que ele é considerado o combustível do futuro?
A grande virada de chave do hidrogênio está na sua incomparável eficiência energética e no seu apelo totalmente ecológico.
Enquanto governos do mundo todo correm contra o tempo para reduzir gases de efeito estufa, o hidrogênio surge como a resposta definitiva.
O seu uso zera completamente a emissão de poluentes nas ruas, sendo crucial para os setores onde a eletrificação por baterias é difícil.
Além disso, a autonomia demonstrada no teste de São Paulo comprova que o rendimento desse combustível supera os padrões atuais do mercado.
