MC Negão Original é preso na Grande SP em operação contra quadrilha suspeita de movimentar R$ 100 mi em golpes

Entre os crimes apurados está uso de plataformas de apostas e fintechs para clonagem de chaves PIX

Cantor estava foragido desde 24 de fevereiro/Reprodução/Instagram

O funkeiro MC Negão Original foi preso na manhã desta quinta-feira (25/6) em Santa Isabel, na Grande São Paulo, durante uma operação da Polícia Civil que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar cerca de R$ 100 milhões com golpes virtuais em diferentes estados do país.

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João Vitor Ribeiro é um dos alvos da Operação Fim da Fábula, conduzida por agentes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). Segundo as investigações, ele teria ligação com um esquema de estelionato eletrônico que atuava há pelo menos cinco anos.

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Entre os crimes apurados estão o golpe do INSS, o golpe do falso advogado, o golpe da mão fantasma, além de fraudes envolvendo cartões clonados, falsas centrais de atendimento e o uso de plataformas de apostas e fintechs para clonagem de chaves PIX.

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Operação mira grupo suspeito de movimentar R$ 100 milhões

A Operação Fim da Fábula cumpre 53 mandados de prisão temporária e 120 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar a suposta organização criminosa.

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As ações acontecem simultaneamente em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A investigação é conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), com apoio do Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP).

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Ao todo, cerca de 400 policiais civis e promotores participam da ofensiva.

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Justiça bloqueia contas, imóveis e veículos dos investigados

Como parte da operação, a Justiça determinou o bloqueio de 86 contas bancárias vinculadas a pessoas físicas e jurídicas investigadas. Segundo as autoridades, os valores bloqueados podem alcançar até R$ 100 milhões.

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Também foi autorizado o bloqueio de bens móveis e imóveis ligados aos suspeitos. De acordo com o Ministério Público, foram identificados ao menos 36 imóveis relacionados ao grupo, muitos registrados em nome de laranjas (termo popular dado à pessoa que empresta seu nome, documentos ou contas bancárias para registrar bens, empresas ou movimentar dinheiro de terceiros) ou empresas de fachada.

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Os investigadores ainda localizaram centenas de veículos e embarcações que podem ter sido adquiridos com recursos provenientes das fraudes.

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Segundo o MPSP, o objetivo da operação é rastrear e confiscar patrimônio obtido de forma ilícita, recuperar valores desviados e ampliar as chances de ressarcimento às vítimas dos golpes virtuais.