O número de mortos após os terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 235, informou o Ministério da Saúde do país na noite desta quinta-feira (25/6). O balanço anterior apontava 188 vítimas.
Os tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram o país na noite de quarta-feira (24/6), com menos de um minuto de intervalo, e já são considerados os mais fortes registrados no território venezuelano em mais de um século.
“Infelizmente, recebemos cerca de 235 pacientes que chegaram sem sinais vitais ou morreram ao chegar às unidades de saúde”, afirmou o ministro da Saúde, Carlos Alvarado, em entrevista à televisão estatal.
Além das mortes, milhares de pessoas ficaram feridas. Segundo as autoridades, cerca de 200 pessoas seguem desaparecidas ou presas sob os escombros.
O epicentro do tremor mais forte foi registrado na cidade de El Guayabo, a 168 quilômetros de Caracas, a uma profundidade de 13 quilômetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
A região mais afetada é o estado de La Guaira, ao norte da capital, que foi classificado pelo governo como zona de desastre.
Na região, hospitais operam acima da capacidade, milhares de moradores passaram a noite fora de casa e há relatos de falta de máquinas pesadas para a retirada de vítimas.
Prédios desabaram em Caracas e em outras cidades do país. No litoral, um hotel de pelo menos oito andares também veio abaixo.
Buscas continuam
Equipes de resgate seguem mobilizadas em diferentes pontos da Venezuela em busca de sobreviventes.
Nas últimas horas, equipes internacionais começaram a desembarcar no país para reforçar as operações, enquanto governos e organizações anunciaram ajuda humanitária.
O governo mantém o estado de emergência decretado após os tremores. A medida inclui suspensão de aulas, paralisação de serviços não essenciais e desligamento preventivo de redes de gás e energia.
O USGS já havia alertado para a possibilidade de elevado número de vítimas e danos extensos, devido à força dos abalos e à proximidade de áreas densamente povoadas.
Os tremores também foram sentidos no Norte do Brasil, com relatos em cidades como Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá. Em alguns casos, moradores deixaram prédios por precaução.
