‘Trem da Morte’ volta a operar entre Brasil e Bolívia e oferece viagem histórica por paisagens surpreendentes da América do Sul

Após seis anos de paralisação, a histórica ferrovia retoma as viagens entre os dois países e volta a atrair turistas em busca de uma experiência única pela Bolívia

A volta das operações do trem da morte

Trem da Morte voltou a operar após cerca de seis anos de paralisação, ligando a fronteira entre Brasil e Bolívia. / Reprodução Instagram A histórica ferrovia percorre aproximadamente 600 quilômetros entre Puerto Quijarro e Santa Cruz de la Sierra. / Reprodução

O ‘Trem da Morte’ voltou a operar entre o Brasil e a Bolívia após cerca de seis anos de interrupção, despertando novamente o interesse de viajantes que buscam experiências diferentes pela América do Sul.

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A ferrovia, que liga Puerto Quijarro, na fronteira com Corumbá (MS), a Santa Cruz de la Sierra, oferece um percurso repleto de história, paisagens naturais e tradições que atravessam gerações.

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A retomada das viagens marca um novo momento para o turismo na região.

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Depois de passar por melhorias na estrutura e nos vagões, o serviço voltou a receber passageiros, tornando-se novamente uma opção para quem deseja conhecer o território boliviano de forma mais lenta, contemplativa e longe dos roteiros convencionais.

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A origem do nome Trem da Morte

Embora o nome impressione à primeira vista, ele está relacionado ao passado da ferrovia e não representa qualquer risco para quem embarca atualmente.

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O apelido surgiu durante a construção da linha férrea, quando diversos trabalhadores perderam a vida em razão de doenças tropicais, principalmente malária e febre amarela.

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Outra explicação bastante conhecida é que, em determinados períodos, os trens chegaram a transportar pessoas contaminadas durante surtos epidemiológicos na região.

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Com o passar do tempo, a expressão Trem da Morte permaneceu como parte da identidade histórica da ferrovia, mesmo sem relação com a operação atual.

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Como é a viagem entre Brasil e Bolívia

O trajeto começa em Puerto Quijarro, cidade boliviana localizada na divisa com Corumbá (MS).

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A partir dali, o trem percorre aproximadamente 600 quilômetros até chegar a Santa Cruz de la Sierra, um dos principais centros urbanos e econômicos da Bolívia.

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Ao longo da viagem, que pode durar entre 15 e 17 horas, os passageiros atravessam áreas de vegetação preservada, pequenas comunidades e extensas paisagens da região da Chiquitania.

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O percurso proporciona uma experiência bastante diferente daquela oferecida pelos meios de transporte convencionais.

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Quanto custa embarcar na ferrovia

O valor das passagens varia conforme a categoria escolhida, mas costuma ficar entre 220 e 230 bolivianos, o equivalente a cerca de R$ 170, dependendo da cotação da moeda.

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Os bilhetes podem ser adquiridos tanto pela internet quanto diretamente na estação ferroviária de Puerto Quijarro.

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Como existem poucos horários disponíveis durante a semana, a recomendação é garantir a reserva com antecedência, principalmente em períodos de férias e alta temporada.

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Uma experiência que vai além do transporte

Viajar no Trem da Morte significa conhecer uma das ferrovias mais tradicionais da América do Sul.

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O passeio atrai turistas interessados em história, cultura e paisagens naturais, oferecendo uma forma diferente de explorar a Bolívia.

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Com a reabertura da rota, a expectativa é de aumento no fluxo de visitantes entre os dois países e de fortalecimento do turismo na faixa de fronteira.

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Para quem busca uma viagem marcada por cenários pouco explorados e pela memória ferroviária sul-americana, o Trem da Morte volta a ocupar um lugar de destaque entre os roteiros internacionais.