Quarentena pode deixar internet lenta

Especialistas afirmam, porém, que colapso não acontecerá; a lentidão é causada por operadores que não se prepararam para o aumento de usuários

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Além dos serviços de streaming, sites e aplicativos que realizam vídeochamadas estão sendo utilizados. Estes serviços dependem mais da rede do que um vídeo no Youtube ou Netflix | Glenn Carstens-Peters/Unsplash

Com a pandemia do coronavírus e recomendação da quarentena, diversos sistemas de streaming e operadores do País liberaram conteúdos. Com o uso excessivo e massivo, a internet poderá ficar lenta.

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O serviço de streaming da Globo, o Globoplay, diminuiu o uso de dados em vídeos para evitar problemas de infraestrutura. Já o Facebook dobrou sua capacidade para o Whatsapp, aplicativo de mensagens.

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No Brasil, o IX.br (Brazil Internet Exchange), uma iniciativa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), realizou um estudo que mostra o comportamento de redes no País.

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O diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br, Milton Kaoru Kashiwakura, revela que o tráfego cresceu 60% de um ano para cá. “O IX.br tem registrado um crescimento muito expressivo nos últimos meses. O tráfego agregado cresceu 60% de um ano para cá e segue em expansão. Registrou um aumento de 43% em seis meses, e 25% nos três últimos”, destaca o diretor.

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Entretanto, em um pico de dez dias, o uso de rede em São Paulo subiu 25% comparado ao nível de três semanas atrás, demonstrando que as redes estão sendo muito utilizadas.

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Além dos serviços de streaming, sites e aplicativos que realizam vídeochamadas estão sendo utilizados. Estes serviços dependem mais da rede do que um vídeo no Youtube ou Netflix.

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“Não devemos ter problema com Netflix porque ela, Google [dona do YouTube] e Facebook têm CDN dentro de muitos provedores. Isso não congestiona muito a rede”, diz André Rodrigues, da Abrint, associação brasileira de provedores.

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O estudo revela que o grande problema está em provedores e operadores que não prepararam para uma grande elevação de usuários. Entretanto, o risco de colapso não deve ser uma preocupação.

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“O risco é a lentidão. A operadora faz estatísticas contando que ninguém vai pedir 200 mega ao mesmo tempo, mas se todo mundo pede, fica lento”, diz Tadeu Viana, diretor da Corning, fornecedora de fibra ótica.

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De acordo com o diretor da Corning, grande parte da população se conecta à internet por fios da TV a cabo, tornando-se difícil escalar mais dados do que o projetado. Entretanto, na fibra ótica, o remanejamento é possível por meio de roteadores.