Nesta quinta-feira (23), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu dois empresários suspeitos de cometer fraudes na saúde fluminense.
De acordo com o ministério, os acusados participam de uma organização criminosa que atua na organização social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), que tem contratos para gerenciar unidades de saúde no Rio.
O MPRJ prendeu o empresário Luis Eduardo da Cruz, acusado de ser administrador oculto da Iabas e o empresário Francesco Favorito Sciammarella Neto.
Além dos mandados de prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos denunciados e de outros fornecedores da organização social.
Os alvos da operação são Luis Eduardo Cruz, ex-controlador do Iabas; Simone Amaral da Silva Cruz, esposa de Luis Eduardo; Marcos Duarte da Cruz, irmão de Luis Eduardo; Adriane Pereira Reis e; Francesco Favorito Sciammarella Neto, empresário.
Segundo o MPRJ, o Iabas estabelecia “falso argumento de prestar serviços públicos de saúde”, quando, na verdade, era utilizado “para o cometimento de centenas de delitos de peculato e lavagem de dinheiro”.
Ainda de acordo com o ministério, a organização superfaturava contratos de serviços e aquisição de bens e repassa esse dinheiro por meio de empréstimos simulados, transações financeiras estruturadas e pagamentos de cheques fracionados.
“Apenas do município do Rio de Janeiro, ente que mais repassou valores à OS, foram desviados mais de R$ 6 milhões a pretexto da execução de serviços de exames laboratoriais, jardinagem nas unidades de saúde, locação de veículos e manutenção predial por quatro fornecedores”, destaca a nota do MPRJ.
O instituto informou que o empresário Luis Eduardo não tem mais relação com o Iabas.
Em nota, o Iabas negou as acusações. “Todas as suas prestações de contas relativas aos contratos com a Prefeitura do Rio foram aprovadas, apenas as informações de 2019 ainda estão sob análise”, diz a nota do instituto.
Ação em São Paulo
A sede da organização social em São Paulo também foi alvo de mandados de busca e apreensão. O escritório precisou ser arrombado.
A polícia também cumpriu mandados na casa do sócio-fundador do Iabas, Luciano Artioli Moreira.
