Vacinação contra raiva é prorrogada em São Paulo

Tradicionalmente, a ação ocorria entre os meses de agosto e setembro; medida visa evitar aglomeração

As equipes técnicas de saúde estadual e municipais optaram por manter apenas a imunização de rotina

As equipes técnicas de saúde estadual e municipais optaram por manter apenas a imunização de rotina | /Márcio Lino/PMG

A campanha de vacinação contra a raiva para cães e gatos deste ano foi prorrogada. A decisão foi discutida entre a Secretaria de Estado da Saúde e as cidades da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de São Paulo. O objetivo do adiamento é diminuir situações que geram aglomeração.

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As equipes técnicas de saúde estadual e municipais optaram por manter apenas a imunização de rotina, disponível nos serviços de saúde municipais ou estabelecimentos médico-veterinários privados, sendo responsabilidade do tutor ou proprietário zelar pela saúde do animal de estimação. Tradicionalmente, a ação ocorria entre os meses de agosto e setembro.

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Se necessário, a campanha poderá ser reprogramada. A decisão será discutida entre os municípios e divulgada à população.

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“Em SP, as ações de vigilância, prevenção e controle da raiva são constantes, e há mais de duas décadas foi eliminada a circulação da variante canina”, explica a diretora do Instituto Pasteur, Luciana Hardt.

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Desde 1997, SP não registra casos de raiva em humanos provocadas pela variante canina, e desde 1998 não há casos caninos e felinos.

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Casos esporádicos podem ocorrer pela variante de morcego, sendo o último registro de 2018 após contato direto da vítima com morcego infectado (vivo ou morto). “Por isso, é fundamental que esses animais não sejam manipulados caso sejam encontrados nas residências, quintais e áreas com vegetação. O cidadão que encontrar um morcego caído, por exemplo, deve acionar os profissionais de saúde do município, para que recolham e encaminhem devidamente para diagnóstico laboratorial”, complementa Hardt.

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Os morcegos são animais silvestres protegidos por lei, e contribuem com o meio ambiente porque agem na polinização de flores, dispersão de sementes, controle da população de insetos. Portanto, não devem ser exterminados em qualquer hipótese.

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Prevenção e atendimento médico

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A prevenção da raiva ocorre por meio do controle da doença nos animais domésticos e da profilaxia no ser humano. Assim, as pessoas ou cães e gatos que tiverem contato acidental com morcegos devem ser prontamente encaminhadas para tratamento profilático. Também é imprescindível procurar um serviço de saúde se a pessoa for arranhada ou mordida por um animal mamífero desconhecido.

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Não há cura para a raiva e é uma doença quase sempre fatal, que pode provocar paralisia, debilidade e outros quadros motores.