O consórcio responsável pela reforma do Vale do Anhangabaú, na região central da Capital, solicitou um novo prazo de 90 dias para a conclusão da obra. De acordo com o cronograma, a obra deverá ser concluída em 28 de fevereiro de 2021.
O documento obtido pelo portal “G1” tem o aval da área técnica da SPObras, mas a Prefeitura de São Paulo informou que a reinauguração vai ocorrer ainda este ano, em 30 de outubro.
Obras
As obras de requalificação do Vale do Anhangabaú começaram em junho de 2019, e já passaram por oito termos de aditamento de contrato entre a Prefeitura de São Paulo e o Consórcio Central.
Até o momento, a obra está orçada em R$ 93,8 milhões, quase R$ 14 milhões a mais do que o previsto no projeto inicial da prefeitura. O novo atraso da obra é consequência da pandemia da Covid-19, segundo carta enviada pela FBS Construção Civil e a Lopes Kalil Engenharia ao prefeito Bruno Covas (PSDB) e a São Paulo Obras (SPObras).
De acordo com a mensagem, a pandemia teria causado o afastamento de parte da equipe. “A necessidade de diversas alterações no projeto para que se pudesse adequar as inúmeras interferências, tanto com as redes de telecomunicações, quanto as concessionárias de água, esgoto, gás e energia elétrica, acarretaram a necessidade de novo planejamento de obra e prorrogação das datas finais para diversos serviços, especialmente o piso”, diz a carta.
Ainda de acordo com a carta, a empresa “mantém afastados alguns funcionários essenciais para o perfeito andamento da obra, fato que tem provocado algumas complicações para o cumprimento do cronograma”.
Reinauguração
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que vai entregar o espaço ainda este ano, em 30 de outubro.
“A obra do Vale do Anhangabaú ficará pronta no dia 30 de outubro. O espaço estará aberto aos pedestres, mas o consórcio responsável pelas obras continuará presente durante os seis meses de duração da operação assistida”, disse o governo, acrescentando que a operação visará “corrigir eventuais desconformidades na obra. Serão testados, por exemplo, os mecanismos das fontes e o sistema de drenagem”, diz a nota da prefeitura.
“Houve redução drástica das equipes para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. Também foram criadas escalas de almoço para evitar aglomerações os refeitórios. Em função deste problema de saúde pública, o cronograma teve que ser alterado. As concessionárias tiveram ainda que refazer a infraestrutura de cabeamentos e tubulações. Somente as empresas de telecomunicações somam 27 intervenções. Estes serviços continuam sendo implantados”, afirma a nota.
