Polícia suspeita que corpo encontrado próximo a Casa Dom Inácio seja de japonesa desaparecida

Investigação aponta que mulher fazia tratamento espiritual na instituição fundada por João de Deus; jovem confessou ter assaltado e matado uma mulher na região, mas não disse se era a japonesa

Hitomi Akamatsu, de 43 anos

Hitomi Akamatsu, de 43 anos | Reprodução/TV Globo

O corpo de uma mulher foi encontrado entre pedras e terra em Abadiânia, no entorno do Distrito Federal, próximo a uma cachoeira localizada na Casa Dom Inácio de Loyola. De acordo com a Polícia Civil, a suspeita é que a vítima seja uma japonesa que estava desaparecida há uma semana.

Um jovem, que confessou ter assaltado e matado uma mulher, além de ter escondido o corpo no local, foi preso pela Polícia Civil nesta terça-feira. Contudo, ele não disse se a mulher era a japonesa.

Atualmente, João de Deus está cumprindo prisão domiciliar em Anápolis, por ter sido condenado por cometer crimes sexuais contra mulheres que iam ao local para atendimentos espirituais. Ele nega as acusações.

Investigação

O delegado responsável pelo caso, Albert Peixoto Salvador, revelou que não há indícios de envolvimento de João de Deus ou de algum membro do local com o crime.

Até o momento, as investigações levaram a um jovem de 18 anos. “O preso contou que estava sendo cobrado por uma dívida de drogas e foi ao local, que sabia que era frequentado por muitos estrangeiros, para tentar assaltar alguém. Ele disse que encontrou essa mulher, ela ofereceu resistência e, com medo de ser denunciado, ele a enforcou usando a própria camisa”, disse o delegado.

Ainda segundo o oficial, o suspeito informou que não encontrou nada de valor com a vítima, por isso, levou uma peça de roupa dela e outros pertences e os queimou.

Corpo

O corpo da mulher foi encontrado por uma equipe de bombeiros com cães farejadores que trabalhavam na busca de Hitomi Akamatsu, de 43 anos. De acordo com a Polícia Civil, o desaparecimento dela foi denunciado por um amigo no domingo (15), mas ela não era vista desde o dia 10 de novembro.

O Instituto Médico Legal (IML) está trabalhando na identificação do corpo. De acordo com o órgão, o corpo estava em decomposição e isso dificulta as análises.