Três partidos dominam a Grande São Paulo

Dos 39 municípios que compõem a Grande SP, 11 serão governados por prefeitos do PSDB; em seguida vem o PL que comandará oito cidades e o PSD seis municípios

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Prefeitura de São Bernardo, no ABC Paulista, é uma das que seguirão comandadas pelo PSDB; região já foi reduto eleitoral do PT | Prefeitura de São Bernardo do campo

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) governará o maior número de cidades na região metropolitana de São Paulo. Ao todo, os tucanos irão administrar 11 cidades, incluindo a Capital, mesmo número das eleições de 2016. Dessas onze cidades, sete prefeitos foram reeleitos nessas eleições, e outras quatro cidades conquistadas pelo partido. Na sequência, o Partido Liberal (PL) comandará oito prefeituras e o Partido Social Democrático (PSD) conquistou a gestão de seis cidades. A Grande São Paulo é composta por 39 municípios.

 

Entre as cidades que serão comandados pelo PSDB estão: Capital, Barueri, Carapicuíba, Jandira e São Bernardo do Campo. Líder do partido na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a deputada estadual Carla Morando e primeira dama de São Bernardo, ressaltou a força do partido. “O partido reconquistou seu papel nesta eleição, derrotou os extremismos, recolocando sua marca de força e confiabilidade junto à população”.

Já o PL, anteriormente conhecido como Partido da República (PR), governará as cidades de Biritiba-Mirim, Guararema, Juquitiba, Itapecerica, Ribeirão Pires, Salesópolis, Suzano e Vargem Grande Paulista.

O partido que mais cresceu em relação às últimas eleições foi o PSD. O Partido Social Democrata, que tinha dois municípios em 2016, passou para seis cidades: Arujá, Cajamar, Cotia, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos e Pirapora do Bom Jesus.

Já o partido que mais perdeu prefeituras foi o PSB, que tinha cinco municípios na Grande SP e nas eleições deste ano não ganhou nenhuma prefeitura. Outro partido que também perdeu forças foi o Republicanos. Em 2016, a sigla dominava as cidades de Embu das Artes, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato e Santa Isabel. Em 2021, o partido comandará apenas Embu das Artes e Francisco Morato.

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O Partido Verde (PV), que tinha 3 cidades, e Solidariedade, que tinha uma prefeitura na região metropolitana, também perderam todas as cidades que governavam na região.

VOLTANDO AO CENÁRIO.

O Partido dos Trabalhadores (PT) mostrou que tem tentado voltar ao cenário político da Grande SP. Em 2016, o partido comandava apenas a cidade de Franco da Rocha. Já em 2021 as cidades de Diadema e Mauá, ambas no ABC Paulista, serão administradas por prefeitos do PT.

FORÇA DO PSDB.

Ao todo, o PSDB vai administrar 520 cidades no Brasil, a partir de 2021, além de eleger 417 vice-prefeitos e 4.377 vereadores. Juntos, estes municípios movimentam um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 1,3 trilhão.

No estado de São Paulo, o partido também obteve recorde ao conquistar 179 municípios. Em 2016 eram 173 cidades comandadas por tucanos. Este número representa que o partido vai administrar em torno de 50% da população, no ano que vem.

Taboão teve placar mais apertado do segundo turno no Estado

A disputa do segundo turno na cidade de Taboão da Serra, na região sudoeste da Grande São Paulo, foi a mais acirrada do Estado. O candidato eleito, Aprígio (Podemos), obteve 67.853 votos, o que representou 50,63% dos votos válidos. Já o seu adversário, Engenheiro Daniel (PSDB), conquistou 66.158 votos, o que correspondeu a 49,37% dos votos válidos. A diferença entre os candidatos foi de 1.695 votos.

Outras cidade que também tiveram um placar apertado, foram Mauá e Diadema. Mauá elegeu com 91.459 votos (50,75%) o candidato do PT, Marcelo Oliveira. O atual prefeito Átila Jacomussi ficou em segundo lugar com 88.783 votos (49,25%). A diferença foi de 2.646 votos.

Em Diadema, outro candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) venceu as eleições. José de Filippi Júnior foi eleito com 106.849 votos, o que representou 51,35% dos votos válidos. Taka Yamauchi, do PSD, conquistou 101.231 votos (48,65%).

De 39 cidades da Grande SP, apenas três elegeram mulheres para a prefeitura

As cidades de Poá, Francisco Morato e Ferraz de Vasconcelos foram as únicas da Grande São Paulo que elegeram mulheres para a prefeitura. As mulheres são representadas por 53% dos 15.841.465 eleitores da região metropolitana.

Em Francisco Morato, a prefeita Renata Sene (Republicanos) foi reeleita no primeiro turno, com 86,99% dos votos válidos. Em Ferraz de Vasconcelos, Priscila Gambale (PSD) foi eleita no último domingo (29) com 37,06% dos votos. Em Poá, Marcia Bin (PSDB) foi eleita no segundo turno com 37,85% dos votos.

O legislativo também acompanha a falta de mulheres eleitas. Cerca de 56% da Grande São Paulo não elegeu nenhuma vereadora ou apenas uma para a Câmara Municipal.

Contudo, mesmo com o cenário não representativo para as mulheres, em 2016 o resultado foi ainda mais desigual, quando 14 municípios elegeram apenas homens para o parlamento municipal.