Mês passado foi o novembro mais quente da história, aponta relatório

Temperaturas de novembro deste ano foram 0,77ºC mais altas do que a média para o mês de 1981 a 2010

As temperaturas superaram em 0,13ºC os recordes anteriores para esse período, registrados em 2016 e 2019

As temperaturas superaram em 0,13ºC os recordes anteriores para esse período, registrados em 2016 e 2019 | /Nelson Antoine (P)/Folhapress

O Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia divulgou nesta segunda-feira que o mês passado foi o novembro mais quente da história mundial. Segundo a análise, as temperaturas de novembro deste ano foram 0,77ºC mais altas do que a média para o mês de 1981 a 2010.

Além disso, as temperaturas superaram em 0,13ºC os recordes anteriores para esse período, registrados em 2016 e 2019.

O período entre 2015 e 2020 representa os 6 anos mais quentes da história. Este fator indica que o planeta está se aproximando do primeiro limite estabelecido pelo Acordo de Paris sobre o clima, assinado por quase 200 países em 2015.

O acordo prevê que a temperatura do planeta aumente menos que 2ºC – e, se possível, menos que 1,5ºC – em relação à que era na época pré-industrial. Contudo, o planeta ganha, em média, 0,2ºC a cada década desde o fim dos anos01970, de acordo com o relatório do Copernicus.

Segundo ano mais quente

Dados preliminares da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgados na semana passada indicam que 2020 foi o segundo ano mais quente da história, ficando atrás de 2016.

De acordo com as análises do Copernicus, 2020 ficou mais perto do recorde de 2016. “Estes recordes estão de acordo com a tendência, a longo prazo, do aquecimento do planeta”, disse o diretor do programa europeu sobre mudanças climáticas, Carlo Buontempo.

Bountempo também pediu aos governantes que “observem os recordes como sinais de alerta e busquem as melhores formas de respeitar os compromissos do Acordo de Paris”.

Hemisfério Sul

O verão no Hemisfério Sul acabou de começar, mas a Austrália já registrou sua primeira onda de calor, com 48°C em Andamooka, no sul do país, e novos incêndios florestais na Ilha Fraser, incluída no patrimônio mundial da Unesco.

Por sua vez, a Europa registrou o outono mais quente de sua história, com temperaturas quase 1,9ºC mais elevadas que no período de referência. O relatório do Copernicus é baseado em temperaturas a partir de 1979, mas não dados climáticos até a era pré-industrial para determinar tendências climáticas de longo prazo.