A startup californiana Lime, fundada em 2016, começou a oferecer patinetes elétricas compartilhadas em São Paulo nesta terça-feira. O serviço também chegará ao Rio de Janeiro, na quinta (4).
A startup vem sendo avaliada em US$ 2,4 bilhões (R$ 9,24 bilhões) e tem entre seus investidores a Uber e fundo de capital de risco do Google.
A companhia, que está em 100 cidades de 26 países, defende em seu discurso a busca por maior segurança do usuário, de um lado, e a promessa de atuar em conformidade com as regulações
municipais.
No evento de lançamento da startup no Brasil, cada um dos convidados recebeu um capacete da companhia. O item passou a ser obrigatório em São Paulo desde maio, quando a prefeitura publicou regulação provisória para o setor em resposta a acidentes.
As empresas em atuação no Brasil criticaram a medida, em especial por ela permitir que sejam multadas por infrações cometidas por usuários, e disseram que as regras inviabilizam seus negócios.
John Paz, diretor-geral da Lime no Brasil, por outro lado, disse considerar o mercado brasileiro muito atraente, apesar de serem possíveis melhorias.
“Achamos que é o mercado atual é bom para que a Lime venha, mas precisamos sempre melhorar. Junto da prefeitura e as outras empresas vamos traçar caminhos para melhorar as cidades.”
A respeito da segurança, a empresa afirma que, como fabrica seus patinetes, tem maior agilidade do que as rivais para aprimorar o projeto deles conforme percebe uma necessidade apontada por usuários.
A empresa também oferecerá aulas para quem quer aprender a conduzir patinetes com segurança. O plano é treinar 4.000 pessoas em três meses. Haverá atividade do tipo no Largo da Batata, em Pinheiros, neste sábado (6).
A principal rival da Lime no mercado brasileiro é a Grow, joint-venture das empresas Yellow e Grin. Também se espera que Uber e Cabify entrem no mercado de micromobilidade (que inclui bikes e patinetes) neste ano. (FP)
