Requalificação do Anhangabaú é alvo de ação na Justiça de SP

Segundo a associação, a intervenção promovida pela prefeitura é comparável com a destruição dos casarões da avenida Paulista

Segundo a associação, a intervenção promovida pela prefeitura é comparável com a destruição dos casarões da avenida Paulista | /THIAGO NEME/GAZETA DE S. PAULO

A Associação Preserva SP entrou com um pedido de embargo imediato à obra de requalificação e reurbanização do Vale do Anhangabaú, no centro, promovida pela Prefeitura de São Paulo. Segundo a associação, a intervenção promovida pela Prefeitura de São Paulo é comparável com a destruição dos casarões da avenida Paulista e foi feita sem discussões com a sociedade. A obra é orçada em R$ 80 milhões.

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Segundo informações do “G1”, a associação também questiona a falta de um levantamento arqueológico que abrangesse o patrimônio histórico, as luminárias da extinta Light e a falta de estudo de viabilidade ambiental.

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Operários encontraram na semana passada trilhos dos bondes que circulavam pela região há mais de 50 anos.

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RECLAMAÇÕES.

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A Gazeta visitou o local na semana passada e ouviu queixas de comerciantes e pedestres em relação às obras.

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“Vai dar um impacto econômico positivo. Mas acho que é um gasto excessivo na conjuntura em que estamos, com tanto de moradores de rua. Considero um investimento superficial”, afirmou o advogado Deivison Renzo, que trabalha em um prédio ao lado do Anhangabaú.

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Para a analista de projetos Gisele Gravellos, que trabalha no mesmo prédio, um outro problema é que as obras ao lado estão fazendo o prédio tremer. “A gente sente o prédio tremer, e bastante”.

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Para um administrador, que se identificou apenas como Pereira, a situação do Anhangabaú estava bem ruim antes do início das obras, principalmente em acessibilidade. Ele não gostou, porém, da mudança no solo. “Eu lamento pela retirada das pedras portuguesas tradicionais. Mas entendo, porque sei que a manutenção delas é complicada”, disse o administrador.

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Uma comerciante que trabalha no centro e preferiu não se identificar também se lamentou pelo fim do solo tradicional. “É uma pena darem fim às pedras portuguesas”. (GSP)