Deputado deve ir à Justiça para questionar privatização de unidades de preservação

São duas estações experimentais, nos municípios de Itirapina e Itapeva, e três florestas estaduais, em Águas de Santa Bárbara, Angatuba e Pirajuí

O documento deixa claro que, nas cinco áreas, a atividade econômica a ser explorada será a extração de madeira, especialmente eucalipto e pinus

O documento deixa claro que, nas cinco áreas, a atividade econômica a ser explorada será a extração de madeira, especialmente eucalipto e pinus | Assessoria / Deputado Carlos Giannazi / Alesp

Carlos Giannazi (PSOL) pretende questionar na Justiça a privatização de cinco unidades estaduais de preservação ambiental. São duas estações experimentais, nos municípios de Itirapina e Itapeva, e três florestas estaduais, em Águas de Santa Bárbara, Angatuba e Pirajuí.

As cinco unidades eram vinculadas ao Instituto Florestal, que foi extinto em 2020 com a aprovação da Lei 17.293. “O governo Doria/Rodrigo Garcia está destruindo todo o sistema de preservação ambiental de São Paulo, um processo análogo ao que o governo Bolsonaro está fazendo com a floresta amazônica”, acusou Giannazi em 25/3, quando levou o debate ao Plenário da Alesp.

Junto com o chamamento para a Consulta Pública 2/2022, publicado em 3/4 pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, foi divulgada a minuta do futuro edital de concorrência. O documento deixa claro que, nas cinco áreas, a atividade econômica a ser explorada será a extração de madeira, especialmente eucalipto e pinus.

“As estações ecológicas experimentais e as florestas estaduais abrigam uma grande diversidade biológica e são importantíssimas para as áreas de pesquisa e de educação ambiental. Com a concessão dessas áreas a empresas privadas, o único interesse será o lucro, em prejuízo do nosso meio ambiente”, alertou Giannazi.