Localizado na zona sul de São Paulo, o distrito de Santo Amaro é um dos maiores da Capital, respondendo, junto com os bairros próximos, por 43% do total da superfície da cidade.
Os primeiros registros de Santo Amaro datam do século 16, quando era ocupada por uma aldeia indígena chefiada por Caiubi. Naquela época, a região era conhecida por Jerubatuba. O nome Santo Amaro, por sua vez, só passou a ter ligação com a região por volta de 1680, depois que o padre José de Anchieta visitou a localidade e viu que ali poderia ser um povoado.
Para dar forma a este povoado, Anchieta ergueu uma capela, em terras doadas pelo casal português João Paes e Suzana Rodrigues, que também doaram uma imagem do santo italiano Santo Amaro, conhecido por proteger os carroceiros, carregadores e fabricantes de vela.

Município de Santo Amaro
De sua fundação até meados dos anos 1800, a região ficou marcada pela chegada de colonos alemães, o que fez com que em suas terras fosse fundada a primeira colônia estrangeira do Brasil, segundo informações da Prefeitura de São Paulo.
Em 1832, contudo, Santo Amaro se emancipou de São Paulo e virou um município, o que durou cerca de 100 anos. Neste período, foi inaugurada a linha férrea São Paulo a Santo Amaro, em 1886, e no ano de 1899, o então município ganhou a Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro. Já a igreja Matriz, hoje Catedral de Santo Amaro, foi inaugurada em 1924.
Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro (Divulgação /ALESP)De volta a São Paulo
De acordo com historiadores, a reincorporação de Santo Amaro a São Paulo teve início na Revolução de 1932. Isso porque, durante os combates, as tropas rebeldes ocuparam o Campo de Marte, o que levou o governo de Getúlio Vargas a construir o aeroporto de Congonhas.
Com a construção do aeroporto, o interventor Armando Sales de Oliveira extinguiu o município de Santo Amaro, que voltou a fazer parte da cidade de São Paulo, dando fim a uma reivindicação antiga da Capital, que já queria as terras de Santo Amaro de volta por conta da represa Guarapiranga, o que deixaria a cidade autossustentável. Pesou ainda para a decisão, o fato de Santo Amaro dever 500 contos ao tesouro do Estado de São Paulo, valor que foi pago pela Capital depois da anexação.
Entre os anos 1970 e 1990, moradores do bairro fizeram ao menos três movimentos para que Santo Amaro voltasse a ser um município, porém, nenhum com massiva adesão popular.

Largo Treze de Maio
Hoje, Santo Amaro é a referência para muitos moradores da região sul da Capital, com o Largo Treze de Maio sendo seu principal centro comercial. No local, que já teve o nome de Largo do Jogo da Bola e Largo Tenente Adolfo é possível encontrar lojas populares e muitos ambulantes. Em muitos casos, os comerciantes têm origem nordestina, visto que a região passou a atrair essa população em meados do século passado.
