Afastamentos por Covid de profissionais da saúde quadruplicam em SP

O número saltou de 87, no dia 5 de maio, para 354, nesta terça-feira

Na Capital, houve aumento de 61% nos atendimentos de pessoas com problemas respiratórios em novembro

Movimentação em hospital | Felipe Barros/Ex Libris/PMI

Com a nova alta de casos de Covid, hospitais públicos e privados, além de unidades de saúde, voltaram a registrar aumento de afastamentos de profissionais infectados, a exemplo do que ocorreu em outras ondas da pandemia.

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Na Secretaria Municipal da Saúde, mais do que quadruplicou o número de licenças por Covid no período de um mês: de 87, no dia 5 de maio, para 354, nesta terça (7). Há outros 462 afastamentos por síndromes gripais, contra 289 no início de maio.

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Segundo Vanessa Araújo, médica da atenção primária do município de São Paulo, além do afastamento de colegas, as equipes observam grande aumento de pacientes sintomáticos respiratórios com confirmação para a Covid, o que em algumas unidades de saúde passa dos 50%, aumentando a sobrecarga dos profissionais.

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“A gente continua sem ter a colocação de médicos extras nessas unidades e vai vendo a situação se repetir. O temor é que a gente sofra o que sofreu no início do ano, em janeiro”, diz ela, que também é representante do Simesp para a pauta da atenção primária.

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Na rede estadual, 4.168 profissionais estão afastados, uma alta de 5,6% em relação ao início de maio (3.948), segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Eles representam 2,4% do total de 172 mil servidores da saúde.

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No Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), por exemplo, 46 profissionais estão afastados por Covid, entre médicos, pessoal da enfermagem, fisioterapeutas, entre outros. O número representa 1% do total de 4.230 funcionários da instituição.

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Segundo o intensivista Ederlon Rezende, chefe da UTI do HSPE, os afastamentos geram uma série de contratempos na rotina de trabalho, como necessidade de reorganizar escalas. “Além da sobrecarga de trabalho para quem fica e o impacto moral na equipe devido à preocupação com a saúde dos colegas e familiares.”

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Em nota, a instituição disse que as ausências duram em média sete dias, que não estão causando prejuízo na assistência aos pacientes e que as consultas ambulatoriais, exames e cirurgias não sofreram alterações.

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Hospitais privados também observam aumento de funcionários afastados por Covid, mas em menor proporção em relação às ondas anteriores. No Hospital Alemão Oswaldo Cruz, há 65 profissionais afastados por Covid. No início de maio, eram 3.

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Ainda que o número seja bem inferior ao observado no pico da variante ômicron, em janeiro, quando o hospital registrou 170 afastamentos, o salto preocupa, segundo José Marcelo de Oliveira, diretor-presidente do Oswaldo Cruz.

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“Essa quantidade é três vezes mais do que registramos na segunda onda, no ano passado, quando chegamos a 22 afastamentos. Isso é muito”, afirma. Nenhum caso precisou de internação.

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Assim como em outras instituições, com os afastamentos houve necessidade de remanejamentos, mas até agora não há impacto operacional, segundo Oliveira. Não tivemos necessidade de contratação adicional ainda. Estamos conseguindo conduzir com o time que temos aqui. Mas tem um alerta amarelo.”

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No Hospital Israelita Albert Einstein são 114 afastados por Covid, dos quais 15 são médicos.

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Segundo Miguel Cendoroglo, diretor-superintendente do Einstein, o número atual de afastamentos representa 1% do total de colaboradores.

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“Hoje os quadros são menos graves, não estão precisando de UTI. Os afastamentos foram um problema muito sério um ano atrás, na segunda onda, chegamos a ter 3%, 4% do total do quadro afastado. Em janeiro, no pico da ômicron, também preocupou, mas agora não está impactando tanto”, diz ele.