Abel Ferreira é comparado a goleiro Bruno e chamado de ‘responsável social pela violência doméstica’

A atitude de Abel de chutar um microfone após a arbitragem não assinalar um escanteio a favor do Palmeiras foi usada pelos profissionais como base do argumento

O treinador palmeirense Abel Ferreira foi novamente alvo de duras e polêmicas críticas vindas de dois jornalistas após a conquista da Supercopa do Brasil

O treinador palmeirense Abel Ferreira foi novamente alvo de duras e polêmicas críticas vindas de dois jornalistas após a conquista da Supercopa do Brasil | Reprodução

O treinador palmeirense Abel Ferreira foi novamente alvo de críticas duras, polêmicas e controversas vindas de dois jornalistas após a conquista da Supercopa do Brasil. A mera atitude do técnico de chutar um microfone depois da arbitragem não assinalar um escanteio a favor do Palmeiras foi usada pelos profissionais como base do argumento.

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Veja o instante do chute citado:

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Diogo Olivier, da Rádio Gaúcha, fez uma comparação extremamente radical e polêmica ao comparar que o comportamento do português poderia ser de um psicopata, como do ex-goleiro Bruno, que foi condenado por envolvimento no assassinato brutal da mãe do seu filho.

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Diogo falou na Rádio Gaúcha que “se o cara ganhou, bota um psicopata lá, ele tá ganhando, tá tudo certo. É a história do Bruno, goleiro do Flamengo. Ele foi goleiro do Flamengo um tempão, ninguém se preocupou em saber como ele era… E ele era um assassino. Aí não pode”. O jornalista chegou a ser interrompido por colegas que desaprovaram imediatamente a comparação.

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Pelas redes sociais, a grande maioria dos internautas também se mostrou contrária à fala do jornalista, considerando a comparação absurda e descabida.

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Já Milly Lacombe, do UOL Esporte, que recentemente se envolveu em polêmica com o comentarista Pedrinho correlacionou a atitude de Abel à violência doméstica, dizendo que o comportamento agressivo do técnico dentro de campo poderia ser um espelho para que os homens se sentissem autorizados a tomar atitudes negativas.

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Veja o trecho:

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“A primeira observação, então, seria a de que o futebol tem que incluir responsabilidade social. São muitos os que, vida afora, se inspiram em seus ídolos.

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Quando vemos o líder e ídolo do time fazer o que Abel faz a gente pode se autorizar a fazer o mesmo ou subir o tom. Se o Palmeiras vence, beleza, fica tudo bem. Mas e se perde?

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E a segunda, relacionada à primeira, é o triste entendimento de que, em dias de jogo, a violência doméstica aumenta no Brasil. Mulheres apanham mais, sofrem mais, morrem mais

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Esses são fatos, não achismos. São pesquisas, não sensacionalismo.”

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Palmeiras se pronuncia

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Após os ataques, o Palmeiras emitiu a seguinte nota oficial:

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“A Sociedade Esportiva Palmeiras repudia, mais uma vez, os ataques irresponsáveis direcionados ao técnico Abel Ferreira por alguns jornalistas descompromissados com a isenção e o respeito. É inaceitável que um treinador de insuspeita integridade seja associado a qualquer forma de violência, quanto mais a uma pessoa condenada por homicídio. O clube e o técnico tomarão as medidas judiciais cabíveis”.