O tema segurança pública tem espaço permanente nos planos dos partidos no momento da campanha.
Bolsonaro (PL), ex-presidente, apresentou que o aumento de pessoas armadas reduziria o número de delitos, somado a maior repressão policial.
Lula (PT) está sem rumo nessa área, pois parte de seu público não quer medidas enérgicas contra os criminosos, alertando que políticas sociais são mais eficazes, mas outra parcela é vítima desses crimes.
As estatísticas criminais não dão suporte a nenhum “lado” político, pois, os indicadores nas últimas décadas demonstraram que as duas teorias não trouxeram eficácia no “standard” de segurança da população.
Segundo dados da própria Secretaria da Segurança Pública de SP, em 1999 foram registrados mais de 219 mil roubos em todo o estado. Em 2022 chegou-se a 245 mil casos
Embora haja um cálculo sobre número de habitantes e outros momentos para essa fórmula, os dados informam que não houve impacto de qualquer política pública nos indicadores, quer na forma repressiva, com ação contundente das forças policiais, ou em ações sociais que pudessem reduzir tais números.
O roubo é um crime que traz certo pavor à vítima, pois há, necessariamente, o uso da violência. Os furtos, crime em que não há violência no momento da subtração, subiram absurdamente, atingindo a cifra de 500 mil casos.
Há uma endemia de crimes. O tema segurança pública é o calcanhar de Aquiles, tanto do governo federal, quanto dos governos estaduais. O cenário é de boas expectativas ao entorno de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, após décadas de PSDB, e com Lula III, que poderá surpreender, mas ambos deverão se afastar das políticas pirotécnicas ou de pura benignidade, que segundo os dados acima, nada ou pouco fizerampara a melhora do cotidiano das pessoas.
