O Presidente Lula (PT), em seu terceiro mandato presidencial, aparenta não convencer a população sobre seus propósitos. Os institutos de pesquisa começaram a publicar os primeiros indicadores que demonstram que a população não está satisfeita com a atual administração.
Na comparação com Dilma e Temer, Lula está terceiro lugar no índice de confiança do comércio, segundo a pesquisa de Rodolpho Tobler.
Reavivando a memória, em 2010, o índice de popularidade de Lula chagava a mais de 80% dos pesquisados. Hoje, segundo o IPEC, a somatória daqueles que entendem que o governo está ruim ou regular atinge mais de 50%. No lado “b”, muitos avaliam que sua administração é boa ou ótima.
São vários os fatores que contribuem para esse cenário. Primeiro o ambiente macroeconômico está desfavorável. Crise de insumos, alta inflacionária e juros internos nas alturas. E, na última semana, os países produtores de petróleocomunicaram que vão reduzir a produção.
A consequência direta, dessa medida, será a majoração de preços dos combustíveis.
Nem tudo está perdido, pois muitos programas sociais estão constantes, como os programas de transferência de renda, que poderão no médio prazo, causarem o efeito necessário.
Como já relatei nesta coluna, 2023 é mundo novo comparado com 2003. Naquela época, China voava com PIB de dois dígitos e o otimismo mundial era latente.
É premente a necessidade de obras de infraestrutura e reorganizar a indústria nacional. Apesar dos obstáculos, Lula negocia com a China, uma forma de pagamento sem a ancoragem do dólar americano, sinalizando que haverá boas trocas comerciais com o governo chines.
Os indicadores e cenários, de fato, não são os melhores, mas um bom ajuste fiscal, investimentos em setores de base e inovação dos processos industriais do país, podem sinalizar que ainda há esperança, o “gigante não está adormecido”.
