Alto número de Recuperações Judiciais: Causas e Consequências

As causas são diversas, mas o efeito pandemia é a maior

Empresários precisam ficar atentos às obrigações da Reforma Tributária

Na sombra dessas manchetes, temos um nefasto efeito da inadimplência das famílias, ou seja, uma grande massa de brasileiros está deixando de pagar suas contas | Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Nas últimas semanas, os brasileiros viram estampados nos jornais, notícias que envolvem grandes grupos do varejo e seus pedidos de recuperação judicial.

Em breve resumo, recuperação judicial é a situação pela qual a empresa, que está em dificuldade financeira e não consegue cumprir seus contratos, pede ao juiz um maior lapso temporal para realizar suas obrigações.

Na sombra dessas manchetes, temos um nefasto efeito da inadimplência das famílias, ou seja, uma grande massa de brasileiros está deixando de pagar suas contas, e em efeito cascata atingindo os grandes grupos. Em alguns casos, de fato, houve fraudes, mas em sua maioria, a crise econômica está fraturando as colunas financeiras das empresas.

As causas são diversas, mas o efeito pandemia é a maior. Não se pode afastar que dois anos, de quase reclusão, causaram tais fatos. Com o efeito dominó, em fila, e em queda, a cadeia de produção foi afetada, razão pela qual faltam componentes eletrônicos e semicondutores.

O agronegócio está equilibrando as contas nacionais, mas esse “gap”pode ter flutuações. O governo federal poderia auxiliar, para que os efeitos pandêmicos não causassem danos maiores, com uma melhor políticade créditos e juros menores.

Esse é outro embate, Banco Central contra palácio do planalto, ambos tensionaram o discurso e até o momento, nada de eficaz ocorreu para os consumidores. Juros altos e renda baixa é uma péssima escolha.

Lula tenta, na China, algo diverso, com moeda paralela e melhorar as relações comerciais, mas anuncia que irá taxar as empresas de e-commerce chinesas no país. Um contrassenso, para quem desejar ampliar seus horizontes com essa nação milenar.

Os primeiros 100 dias, não foram bons. A população, como sempre, aperta o cinto e começa a reduzir seus gastos e necessidades básicas. Estamos empobrecendo.