A Câmara Municipal de São Paulo discutiu nesta segunda-feira (24) o aumento de ruídos na cidade. De acordo com informações do Programa de Silêncio Urbano (PSIU), de 2021 para 2022 as reclamações sobre poluição sonora aumentaram 35% na capital .
Em 2021, foram 19.827 reclamações sobre poluição sonora. Já em 2022, foram 30.399 queixas, em média três reclamações por hora.
Conforme dados da Promotoria do Meio Ambiente, mais de 30% do total de investigações de reclamações de 2022 foram sobre barulho.
Moradores da região de Congonhas pedem para a prefeitura a criação de um fundo para reduzir os impactos dos barulhos provocados pelo aeroporto. Um projeto chegou a ser protocolado na Câmara Municipal pelo vereador Jair Tatto (PT).
Segundo o presidente da Associação de Moradores do Entorno de Congonhas, Edvaldo Sarmento, a criação do fundo ajudaria a minimizar os ruídos para cerca de 2 milhões de habitantes. A prefeitura afirmou que irá analisar a proposta.
João Moreirão mora na Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo, há 30 anos e é membro do Conselho Municipal de Política Urbana. Ele reclamou dos barulhos na região por causa de shows: “Os moradores, as casas e as janelas tremem, as pessoas idosas ficam com graves problemas, bebês, crianças não conseguem dormir, as famílias ficam desesperadas, gente que dá aulas online não consegue”.
De acordo com o portal G1, especialistas discutiram no simpósio os impactos dos ruídos na cidade e na vida das pessoas. Segundo eles, a própria OMS (Organização Mundial da Saúde) entende que a poluição sonora é o segundo fator que mais afeta a saúde dos moradores de grandes metrópoles, ficando atrás apenas da poluição do ar.
