Demorou mais do que a Volkswagen esperava, mas o T-Cross finalmente entrou na disputa pela liderança entre os utilitários esportivos compactos. Na versão mais básica, o T-Cross parte de R$ 84.990 com motor 1.0 200TSI de até 128 cavalos e câmbio manual. Na “top” 250TSI Highline, a Volkswagen oferece o modelo por preços a partir de
R$ 109.990. Com todos os opcionais e pintura bicolor, o T-Cross Highline pode chegar até R$ 128.630, já próximo da faixa dos SUVs médios, como o Jeep Compass.
A VW caprichou bastante no desenho do T-Cross. Contudo, com suas formas robustas, o entre-eixos grande e as colunas traseiras largas, o crossover parece maior do que realmente é. A frente alta é dominada pela grade ampla, ladeada por faróis em led com luzes diurnas de mesma tecnologia. O para-choque frontal traz faróis de neblina destacados e uma barra cinza com o nome T-Cross em baixo-relevo. As portas traseiras grandes reforçam a impressão de maior tamanho e facilitam o acesso ao interior. As rodas de liga leve aro 17 polegadas com acabamento cinza são elegantes. A linha de cintura alta e o teto reto reforçam o “estilo SUV” do crossover, que ostenta na traseira grandes lanternas em led, unidas por uma “ponte” de refletores estendida transversalmente. A tampa do bagageiro tem um defletor de ar envolvente, com acabamento preto.
O motor da versão 250TSI Highline é um 1.4 de quatro cilindros flex com turbocompressor, que entrega 150 cavalos a 4.500 rpm e 25,5 kgfm em 1.500 rpm, com qualquer combustível. Também é adotado no Tiguan Allspace e no Jetta. O TSI segue a tendência do downsizing e adota a injeção direta – o combustível é injetado sob alta pressão diretamente na câmara de combustão. A tecnologia permite maior pulverização do combustível, o que melhora a combustão e colabora para menor consumo. E o turbo aumenta a massa de ar admitida pelo motor para seu funcionamento ao comprimir esse ar. Parâmetros como potência, torque e eficiência são aumentados em comparação a um motor de mesma cilindrada com aspiração natural.
Em termos de equipamentos, todos os T-Cross vêm com controle de estabilidade (ESC), seis airbags, freios a disco nas quatro rodas com ABS, bloqueio eletrônico do diferencial, direção elétrica e ajuste de altura e distância para o volante, assistente para partida em rampas (Hill Hold), sensores traseiros de estacionamento, sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis, faróis com função Coming & Leaving – que se mantém acesos alguns segundos após o carro ser desligado, para que o motorista tenha luz para entrar em casa -, de neblina com função cornering – que ilumina mais a direção para onde o volante está apontado -, luzes de condução diurna e lanternas em leds, banco dianteiro do passageiro com encosto rebatível, suporte para smartphone com entrada USB, travas e vidros elétricos e volante multifuncional. As configurações automáticas acrescentam controle de velocidade, apoio de braço central com porta-objetos, volante multifuncional revestido de couro, “paddles shifts”, duas entradas USB para o banco de trás, saída traseira de ar-condicionado e sistema de som Composition Touch com tela colorida sensível ao toque de 6,5 polegadas e App-Connect. Na versão Highline, o modelo incorpora iluminação ambiente em leds, sistema start-stop, partida sem o uso de chave, retrovisores com rebatimento automático, sensores de chuva e crepuscular, retrovisor interno eletrocrômico, bancos revestidos em couro e detector de fadiga do motorista. Opcionalmente, pode agregar cluster digital, central Discover Media, comando de voz, entrada USB no console central e seletor dos modos de condução, pintura de carroceria em dois tons, assistente de estacionamento, faróis full-leds, som Beats e teto solar panorâmico Sky View, com persiana elétrica.
Em termos estéticos, dinâmicos e tecnológicos, o novo Volkswagen T-Cross já consegue se equiparar aos concorrentes. Mas, ao chegar ao mercado, inicialmente apenas na versão “top” 250TSI Highline, o crossover da Volkswagen logo “pegou fama” de ser caro. Para embalar de vez as vendas, talvez uma estratégia interessante fosse manter os preços – para, assim, ganhar mais competitividade, na medida em que os principais rivais se tornem mais caros em suas linhas 2020/2021.
(Luiz Humberto Monteiro Pereira/Agência AutoMotrix)
