A Polícia Civil do 22º Distrito Policial de São Miguel, aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para saber a causa da morte de uma menina de três anos. Micaelly Luiza de Souza Santos foi espancada e morreu na última terça-feira e os suspeitos do crime são o padrasto Ewerton Queirós Laurenço, de 30 anos, e a mãe Isadora Pereira de Souza, de 20 anos. O corpo da criança foi velado ontem no Cemitério de Itaquera, na zona leste da Capital.
Ainda de acordo com a polícia, a mãe e o padrasto estão presos temporariamente por 30 dias. Após as supostas agressões, Micaelly Luiza foi levada pelos pais ao Hospital Planalto, na zona leste. A criança já chegou morta ao local.
Do hospital, o casal foi encaminhado para o 22º Distrito Policial de São Miguel. Segundo a polícia, o casal não confessou o crime.
José Simão, pai de Micaelly, afirmou que não sabia das agressões e que viu a filha pela última há um mês. “Eu não sabia de nada. A única notícia que eu tive foi da minha filha morta já. Não sabia nada. Não sabia o endereço dela, não sabia de nada.”, disse ao “G1”.
Micaelly já havia sido internada no dia 5 de novembro no hospital Tíde Setúbal, por suspeita de ter sido espancada. Carlos Alberto Velucci, diretor do hospital, disse ao “G1” que a criança não tinha “alguma coisa patológica”, mas tinha “hematomas na face, hematomas no tórax e nos membros”.
“Nós avisamos a delegacia, o conselho tutelar, tomamos as providências. Ela foi ao IML fez o corpo de delito, foi internada até o dia 18 [de novembro].” Depois, a Justiça determinou que a guarda de Micaelly passasse para a avó materna, de forma provisória, por seis meses.
Na segunda-feira, Micaelly recebeu alta médica e foi levada pela avó para a casa da mãe, que mora com o namorado. Segundo a polícia, menos de 24 horas depois, a criança foi espancada até a morte e teria sofrido violência sexual.
A avó materna foi ouvida na delegacia e disse que entregou a neta à filha, porque não sabia que oficialmente já tinha a guarda provisória.
Em depoimento, o casal disse que a criança caia muito e por isso havia ferimentos e machucados. O delegado afirma que as explicações não foram suficientes nem fizeram sentido. (GSP)
