Plano de Energia 2050: SP abre consulta pública para ação que mira redução de gases estufa

Contribuições podem ser feitas até o dia 22 de dezembro no site da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil)

As contribuições podem ser feitas, via formulário, até as 18h do dia 22 de dezembro

As contribuições podem ser feitas, via formulário, até as 18h do dia 22 de dezembro | Divulgação

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), abriu a Consulta Pública sobre o Plano Estadual de Energia 2050 – PEE 2050. As contribuições podem ser feitas, via formulário, até as 18h do dia 22 de dezembro, disponível no site da Semil.

O plano é um compromisso assumido pelo Estado ao aderir às iniciativas “Race to Zero” e “Race to Resilience” no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

Além disso, trata-se de um instrumento de planejamento que busca a redução das emissões de gases causadores de efeito estufa (GEE), com a ambição de alcançar emissões líquidas de carbono zero. Isso será realizado por meio de estratégias de descarbonização que privilegiam os recursos energéticos paulistas, tendo como pilares a sustentabilidade, a segurança energética e a acessibilidade.

O PEE 2050, resultado de uma parceria da Semil com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – POLI/USP, se configura, também, como um indicativo de previsibilidade para o mercado, evidenciando um ambiente de negócios no estado de São Paulo favorável à realização de investimentos em projetos de transição energética.

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Dividido em duas fases, sendo a primeira com cinco eixos estruturantes – meio ambiente, social, infraestrutura, regulação e mercado – o Plano conta com 12 áreas de atuação. São elas: eficiência energética; disponibilidade hídrica e múltiplos usos; projetos híbridos; redes inteligentes; recursos energéticos; biomassa, biocombustíveis e resíduos; petróleo, gás natural e derivados; eólica offshore; hidrogênio; eletromobilidade; mudanças climáticas; e mecanismos de mercado. Tudo isso, dentro de quatro vetores de transformação: descarbonização, descentralização, diversificação e digitalização.

Cabe destacar que o PEE 2050 está em linha com o Plano de Ação Climática 2050 – PAC 2050. Dessa forma, as diretrizes do Estado de São Paulo para o setor de energia, um dos eixos do PAC 2050, estão devidamente integradas.