Secretária de Desenvolvimento Social de Santos quer otimizar equipamentos

Três novos abrigos em estágios variados estão sendo pensados

Audrey Kleys vem lutando contra o higienismo social em Santos

Audrey Kleys vem lutando contra o higienismo social em Santos | Nair Bueno/DL

A secretária de Desenvolvimento Social de Santos, Audrey Kleys, neste segundo ano frente à pasta mais sensível do Município, está tentando otimizar os equipamentos e serviços oferecidos pelo setor, principalmente em relação à assistência às pessoas em situação de rua da Cidade, que aumentaram muito em função da pandemia de Covid 19 e também por conta da economia do País nos último anos.

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Em contato com o Diário (jornal do grupo Gazeta de São Paulo), revelou que há três novos abrigos em estágios variados de evolução sendo pensados. Um deles será construído em um terreno recém-adquirido pela Prefeitura e que está situado atrás do emergencial, localizado à Rua General Câmara, 249 (Centro), que e funciona das 18 às 7 horas.

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“Será para famílias. Pessoas que querem acolhimento mas se recusam a ser separadas e por isso acabam permanecendo nas ruas. Outro será um misto de república para casos mais evoluídos e abrigo, na Rua João Pessoa, próximo da área portuária”, informa Audrey por intermédio de sua Assessoria.

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Audrey Kleys vem lutando contra o higienismo social. “É preciso que as pessoas compreendam que a legislação impede que pessoas sejam retiradas à força das ruas e que seus objetos sejam confiscados. Temos que oferecer a rede de apoio e capacitar essas pessoas para que resgatem a autonomia e sejam reinseridas no mercado de trabalho”, completa a secretária.

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COMERCIANTES.

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Audrey Kleys lembra que muitos comerciantes entram em contato reclamando de pessoas em situação de rua que ocupam as calçadas em frente aos seus imóveis. E isso a está impulsionando em busca de novas alternativas que os satisfaçam, apesar de entender que a raiz do problema é mais de saúde pública do que social.

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“Além das reuniões com as equipes da saúde para esse alerta permanente, da importância do trabalho na rua, buscamos mais espaço de convivência para a realização de cursos, oficinas e outras iniciativas. As pessoas que não estão em vagas fixas deixam o pernoite e voltam para as ruas. Estamos viabilizando um terreno, via Termo de Responsabilidade de Implantação de Medidas Mitigadoras e/ou Compensatórias (TRIMMC) – assinado entre a prefeitura e a iniciativa privada – para a ampliação do trabalho para pessoas ao lado do Centro POP”, adianta.

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A secretária lembra que muitas pessoas em situação de rua são usuárias de álcool e drogas em função de problemas psicológicos profundos, que as levam a tomar algumas atitudes socialmente indesejáveis.

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“Essas pessoas vivem em sofrimento. Muitas vezes, até durante os surtos, quando ficam violentos, os funcionários do desenvolvimento social têm dificuldades em atender. Estou reforçando a necessidade da atuação, em parceria conosco, dos profissionais da área da saúde, que têm a experiência em lidar com essas situações-limite”, revela.

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Nesta sexta-feira (9), Audrey Kleys adianta que terá uma reunião com comerciantes para, mais uma vez, mostrar as dificuldades, o trabalho sendo feito e as novidades que virão.

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VAGAS.

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Santos conta com cerca de 600 vagas em abrigos, em que recebem refeição (jantar e café da manhã), possibilidade de banho, materiais de higiene e limpeza e roupas limpas, caso necessário.

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A rede de acolhimento inclui a Seção de Acolhimento e Abrigo Provisório de Adultos, Idosos e Famílias em Situação de Rua (Seacolhe-Aif) e Seção Abrigo para Adultos, Idosos e Famílias em Situação de Rua (Seabrigo-Aif).

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Também são oferecidas vagas nas instituições conveniadas – Albergue Noturno, Casa das Anas e a Casa de Passagem Êxodo. A cidade passa a contar ainda, a partir deste mês, com 40 vagas a mais voltadas ao atendimento de mulheres vítimas de violência.

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Além dos abrigos, Santos conta com o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, o Centro Pop (Rua Amador Bueno, 446, Vila Nova), que oferece diversos serviços como ajuda na emissão de documentos e o recâmbio qualificado. A Cidade conta também com o serviço de Abordagem Social, pelo telefone 153.

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A Secretaria iniciou os estudos para a implantação do conceito de Housing First – Moradia Primeiro – em Santos. Esse programa garantirá moradia a pessoas que hoje vivem nas ruas e que atendem a certas características. Cerca de 40% das pessoas em situação de rua de Santos são da própria Cidade.