As obras do artista Marcel Diogo expostas no Parque Augusta foram depredadas. As peças que fazem parte da obra ‘Nem Tudo que Vai Para a Parede É Obra de Arte’, consistem em dois manequins realistas vestidos de pretos ,encapuzados, com luvas e com os braços para o alto. Eles tem a pele negra e estão de frente para árvores e um muro, simulando uma posição associada às abordagens policiais.
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As obras foram depredadas, ressaltando a rejeição desses tipos de corpos em um local público. Ironicamente o objetivo da instalação era discutir as formas de abordagem violenta contra pessoas negras.
“Quebraram a mão de uma e arrancaram o dedo de outra. Essa depredação é uma violência contínua, até mesmo sobre a imagem de um corpo rendido, completamente vulnerável”, afirmou o artista Marcel ao portal “g1”. Houve até um frequentador do parque chutou um dos bonecos ao achar que fosse usuário de droga.
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Recusa do Metrô
Outra dificuldade que o artista enfrentou para expor suas peças, que foram escolhidas via edital, foi a recusa do Metrô. O ocorrido gerou um rompimento da curadora Giselle Beiguelman e a produção da mostra com a instituição de transporte, gerando o adiamento e a mudança para um parque público.
Em nota, o Metrô de São Paulo informou à reportagem que o veto da obra foi devido ao não atendimento de cinco itens do edital.
Aumento no número de mortes por PMs
O número de mortes por policiais militares em serviço no estado de São Paulo teve um um crescimento de 138%. Foram 179 casos nos primeiros três meses de 2024, contra 75 no mesmo período do ano passado, segundo dados oficiais da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Esse é o maior número de mortes em ações da PM no estado desde 2020, quando foram 218 vítimas. Em 2022, o registro foi de 74 casos. Os números foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública.
Confira a nota na íntegra do Metrô de São Paulo:
O Metrô não vetou nenhuma obra específica proposta para a 12º Mostra 3M de Arte. A Mostra, lamentavelmente, acabou inabilitada porque sua proposta final não atendia a cinco (5) itens do Edital do Chamamento Público N° 10016417.
A documentação apresentada não trazia, por exemplo, garantias de não comprometimento do fluxo de passageiros com determinadas obras – considerando que o Metrô é um transporte de massa, com alto movimento em alguns horários e, comprometer o fluxo, pode colocar em risco a segurança do passageiro. A documentação também não garantia o uso de material não inflamável ou que as obras não poderiam ser movimentadas pelos próprios usuários.
Além disso, os critérios também precisam considerar normas de ergonomia e segurança do trabalho para os funcionários que atuam nas estações.
A Companhia lamenta profundamente a não realização da Mostra no Metrô e ressalta sua posição plural e de respeito mútuo, fomentando as mais diversas formas de expressão, por meio da cultura e ações sociais que são recorrentes em suas estações, sempre em acordo com as normas de segurança do passageiro.
