Como o pilates ajuda na qualidade de vida de pacientes com câncer

Para as pessoas que realizam tratamento oncológico, é importante manter a prática de atividades físicas o máximo possível

O pilates trabalha com ênfase na respiração e ajuda na ativação abdominal com movimentos suaves e controlados, trazendo um grande benefício para diversos grupos de pessoas

O pilates trabalha com ênfase na respiração e ajuda na ativação abdominal com movimentos suaves e controlados, trazendo um grande benefício para diversos grupos de pessoas | lograstudio/Pixabay

O mês de outubro celebra, anualmente, a campanha de Outubro Rosa, que busca conscientizar e prevenir sobre o câncer de mama. Para as pacientes que realizam o tratamento médico, é importante manter a prática de atividades físicas na medida do possível.

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A fisioterapeuta e professora da Pure Pilates, Josi Araújo, explicou como o pilates pode ajudar durante esse processo e quais os cuidados tomar. Veja abaixo.

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Pilates e a melhoria da qualidade de vida de pacientes com câncer

A especialista, afirmou que, como o pilates trabalha com ênfase na respiração e ajuda na ativação abdominal com movimentos suaves e controlados, há um grande benefício para diversos grupos de pessoas, como os idosos, quem deseja melhorar a postura ou para pessoas que passem por esse tipo de reabilitação.

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Segundo ela, o método traz uma personalização de aula, trabalhando a necessidade específica de cada fase da recuperação. É fundamental que os exercícios sejam adaptados conforme a necessidade de cada aluno.

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Após a mastectomia, por exemplo, os procedimentos devem ser cuidadosamente selecionados para ajudar na recuperação, restaurar a mobilidade dos ombros, aliviar a tensão muscular e prevenir complicações como linfedema.

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Procedimentos adaptados e com liberação médica

Durante todo o processo de recuperação, a profissional destacou que é importante que os procedimentos sejam adaptados às condições específicas de cada paciente.

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Segundo Josi Araújo, o ritmo deve ser gradual, respeitando a cicatrização e possíveis efeitos de tratamentos complementares, como radioterapia ou quimioterapia.

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Ela afirmou que, antes de iniciar qualquer atividade física, é essencial receber uma liberação médica e seguir as orientações.

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“Além disso, a recuperação emocional é parte integrante desse processo. Exercícios suaves ajudam a restaurar a confiança no corpo, melhorar a postura e aliviar a tensão emocional. A presença de uma rede de apoio e orientação especializada faz toda a diferença nesse momento delicado”

Como o pilates ajuda pacientes com câncer?

De acordo com a fisioterapeuta, a prática regular de Pilates tem um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes com câncer, tanto no aspecto físico quanto emocional. Isso porque ele trabalha o corpo de forma ampla, promovendo fortalecimento muscular, flexibilidade, equilíbrio e melhoria da postura.

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“Para pacientes oncológicos, esses benefícios são ainda mais relevantes, pois trabalhamos de forma direcionada o fortalecimento muscular, pois sabemos que o câncer e seus tratamentos, como quimioterapia e radioterapia, podem causar fraqueza muscular e fadiga severa.”

Cuidados necessários

A especialista reforçou que, embora o Pilates seja uma prática segura e benéfica para a maioria dos pacientes oncológicos, existem alguns cuidados que devem ser consideradas, como, por exemplo, fadiga extrema.

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“Muitos pacientes com câncer, especialmente aqueles em tratamento com quimioterapia ou radioterapia, podem apresentar fadiga extrema. Nesse caso, a intensidade do exercício deve ser ajustada e as sessões devem ser específicas, respeitando os limites do paciente”

Exercícios mais leves e com intervalos maiores são recomendados para evitar a fadiga. Exercícios de baixo impacto, por exemplo, são utilizados até por alguns atletas olímpicos.

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Frequência recomendada

Segundo Josi Araújo, a frequência recomendada para a prática de Pilates varia conforme o objetivo, a condição física e o nível de experiência do praticante. Em média, considerando um cenário geral, ela afirmou que a recomendação das sessões fica em torno de duas a três vezes por semana.

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Ainda de acordo com a especialista, essa frequência permite um equilíbrio adequado entre trabalho muscular, flexibilidade e tempo de recuperação.

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“Para iniciantes, o ideal é começar com 2 sessões por semana, permitindo que o corpo se adapte a uma nova rotina de exercícios. Isso ajuda a prevenir dores musculares excessivas e proporciona tempo para aprender a técnica corretamente”, concluiu.