Grupo de teatro estreia peça gratuita sobre Guerra de Canudos em São Paulo

"Restinga dos Canudos" mergulha nas pequenas histórias de resistência do vilarejo de Canudos, dando voz a personagens comuns

Espetáculo mostra o cotidiano de pessoas comuns e o papel das educadoras no fortalecimento da consciência crítica e na luta por um Brasil mais justo

Espetáculo mostra o cotidiano de pessoas comuns e o papel das educadoras no fortalecimento da consciência crítica e na luta por um Brasil mais justo | Divulgação/Alécio Cezar

A Cia do Tijolo faz apresentações gratuitas de um espetáculo com reinterpretação da Guerra de Canudos, que não foca em Antônio Conselheiro, mas volta os olhos para as histórias das pessoas comuns que viveram e resistiram em Canudos, no sertão da Bahia, no final do século 19. 

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O evento será no CEU Carrão, no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. As três apresentações ocorrerão em duas semanas diferentes. Uma na quarta-feira (4/12) e na quinta-feira (5/12), às 20h, e na sexta-feira (13/12), às 14h. A apresentação é gratuita e tem capacidade para 250 pessoas.

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Com idealização de Vanessa da Mata, direção de Jorge Farjalla e texto de André Magalhães e Jorge Farjalla, o musical “Clara Nunes – A Tal Guerreira” também se prepara para uma nova temporada em São Paulo

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O espetáculo mergulha nas pequenas histórias de resistência do vilarejo de Canudos, dando voz a personagens comuns como duas professoras, uma poeta popular, agricultores, beatos, cantadores, um juremeiro e um indígena.

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Todas as apresentações contarão com tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

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Espetáculo “Restinga de Canudos”

O espetáculo mostra o cotidiano de pessoas comuns e o papel das educadoras no fortalecimento da consciência crítica e na luta por um Brasil mais justo. A peça faz uma homenagem à docência militante, destacando a educação popular como força essencial para a construção de um futuro coletivo.

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“Restinga de Canudos” não busca recriar o embate militar ou glorificar heróis, mas iluminar as figuras de mulheres, como as professoras militantes, beatos rezadores, agricultores, poetas populares e outros personagens que formaram o tecido social da cidade do interior.

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Neste espetáculo, o foco é em pessoas anônimas, cuja luta diária, longe dos holofotes da história oficial, ecoa nas memórias de uma resistência que se deu não apenas nas trincheiras, mas também no campo, nas escolas e na cultura popular.

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O trabalho das professoras, figuras centrais na formação da consciência crítica da época, é celebrado, especialmente por sua atuação como agentes de transformação, resistência e militância política. A Cia do Tijolo faz uma homenagem a essas figuras, cujas ações e discursos são pouco reconhecidos na narrativa oficial.

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Equipe técnica

A direção de Dinho Lima Flor e Rodrigo Mercadante dá à montagem uma abordagem intimista, que mergulha nas emoções e nas vidas daqueles que não eram os protagonistas da história, mas que foram essenciais na construção de uma resistência que ressoou muito além da tragédia. 

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O elenco é composto por Dinho Lima Flor, Rodrigo Mercadante, Karen Mennati, Odília Nunes, Artur Mattar e João Bertolai, com a trilha sonora ao vivo dos músicos Marcos Coin, Dicinho Areias e Maurício Damasceno, criando uma atmosfera envolvente e tocante.

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O espetáculo dá continuidade às pesquisas da Cia do Tijolo sobre a educação popular e a arte, fundamentais para a sua constituição e prática artística. A companhia reafirma o papel da arte como ferramenta de resistência e construção da memória coletiva, oferecendo um novo olhar sobre uma parte dolorosa, mas essencial da história do Brasil.