Publicidade de fórmulas infantis pode afetar amamentação e OMS quer restringir

Marketing digital de alimentos e produtos que competem com o leite humano deve ser avaliado

Estudos recentes mostram que as práticas contribuem para a diminuição das taxas de amamentação

Estudos recentes mostram que as práticas contribuem para a diminuição das taxas de amamentação | Freepik

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) anunciou nesta semana que apoia a resolução da Organização Mundial da Saúde (OMS) que regula o marketing digital de alimentos e produtos que competem com o leite humano.

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A proposta da OMS será votada definitivamente em maio.

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A resolução da organização destaca que a publicidade e a promoção inadequada de alimentos e produtos que competem com o leite humano podem colocar em risco a amamentação e a alimentação infantil adequada.

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Entre os exemplos estão fórmulas lácteas, compostos lácteos, mamadeiras, bicos artificiais e alimentos para lactentes e crianças pequenas.

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O documento ressalta ainda que o marketing digital e o uso de influenciadores se tornaram as formas dominantes de publicidade em muitos países, aumentando a exposição de pais, cuidadores e profissionais de saúde a estratégias persuasivas que podem comprometer escolhas alimentares saudáveis.

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Para o Idec, estudos recentes apontam que as práticas contribuem para a diminuição das taxas de amamentação e expõem as crianças a riscos nutricionais e de saúde.

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“O Idec, em parceria com a Rede Internacional de Ação para a Alimentação Infantil (IBFAN) e a Comunidade de Prática América Latina e Caribe Nutrição e Saúde (Colansa), da qual o Idec faz parte, segue mobilizado na articulação para garantir sua aprovação definitiva”, informou o instituto, em nota.