Rota prende acusado de ordenar tortura e morte de PM em Guarujá

Suspeito foi preso em Carapicuíba e teria ordenado morte de soldado durante 'tribunal do crime' no ano passado

Soldado Luca Romano Angerami foi morto em 'tribunal do crime' em 2024

Soldado Luca Romano Angerami foi morto em 'tribunal do crime' em 2024 | Reprodução/Redes sociais

Agentes da Rota prenderam em Carapicuíba, na Grande São Paulo, na manhã de terça-feira (13/2) o suspeito de ser o mandante da tortura e execução de um policial militar em Guarujá, no litoral paulista, em abril do ano passado.

O acusado é João Marcus Galdino da Silva, conhecido como Trolho. Ele teria ordenado a morte do soldado Luca Romano Angerami durante um “tribunal do crime” na cidade da Baixada Santista.

Trolho foi preso em um hospital em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, por volta das 11h15. Ele acompanhava a esposa, que faria em exames no local. Ele foi encaminhado ao 3º Distrito Policial de Carapicuíba.

O que aconteceu

Câmeras de segurança utilizadas pelos investigadores identificaram Trolho e outras três pessoas no dia em que o PM foi morto. Até o fim de dezembro, pelo menos 13 pessoas haviam sido presas por envolvimento direto ou indireto com o caso.

Angerami foi morto com pelo menos 18 tiros, segundo o IML (Instituto Médico Legal). A Polícia Civil disse que ele foi torturado antes de ser executado. 

O corpo da vítima só foi encontrado um mês após a execução, com 12 corpos de desaparecidos por tribunais do crime, após uma série de apelos do pai do policial