Radar no litoral de SP detecta temporal não identificado por sistema da Capital

Equipamento foi essencial para monitorar uma chuva persistente que já dura mais de 72 horas

Radar meteorológico instalado em Ilhabela, tem registrado chuvas intensas na região

Radar meteorológico instalado em Ilhabela, tem registrado chuvas intensas na região | Reprodução/Prefeitura de Ilhabela

O radar meteorológico instalado em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, tem registrado chuvas intensas na região que não são detectadas por outros radares localizados em áreas de planalto, como o de Salesópolis, na Grande São Paulo.

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Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo, o equipamento foi essencial para monitorar uma chuva persistente que já dura mais de 72 horas e acumulou 151 milímetros em São Sebastião, também na região litorânea.

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Enquanto o radar de Salesópolis, do tipo banda S e com alcance superior a 400 quilômetros, não registrou a precipitação, o radar de Ilhabela, que opera na banda X, conseguiu captar os volumes com precisão.

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O modelo de banda X é mais indicado para regiões com relevo acidentado, como o litoral norte, que sofre influência direta da Serra do Mar.

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Radar em Ilhabela

O radar de Ilhabela foi adquirido em 2023 por R$ 10 milhões, como parte do plano de modernização do sistema de monitoramento meteorológico do Estado. Já em 2024, o governo investiu mais R$ 4 milhões na instalação de outro radar em Campinas, no interior de São Paulo.

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Atualmente, São Paulo conta com sete radares meteorológicos em operação: Bauru, Presidente Prudente, dois na capital paulista, Salesópolis, Ilhabela e Campinas.

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Todos são coordenados pelo Centro Paulista de Radares e Alertas Meteorológicos (Cepram), criado neste ano. O sistema utiliza a tecnologia Cell Broadcast para enviar alertas à população e, até agora, já emitiu 149 avisos sobre eventos extremos.

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Chuvas intensas

Desde quarta-feira (2/7), a Defesa Civil enviou três alertas por SMS para moradores da Capital e do litoral paulista, incluindo os municípios de São Sebastião e Ubatuba. 

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De acordo com o meteorologista da Defesa Civil, Willian Minhoto, as chuvas são do tipo orográficas, provocadas pelo encontro de nuvens carregadas com áreas montanhosas.

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“É conhecida como chuva de montanha e costuma ocorrer com frequência em regiões serranas, podendo apresentar volumes expressivos”, explica.

Esse tipo de fenômeno, tende a não ser detectado por radares instalados em pontos elevados devido à barreira natural formada pela serra.