A Justiça de São Paulo realizou nesta terça-feira a primeira audiência para ouvir os envolvidos no caso do mutirão de catarata promovido pela prefeitura de Barueri, na região metropolitana de São Paulo, que cegou 14 pessoas no ano de 2014.
À época, a prefeitura da cidade atendeu 23 pacientes que tinham a doença mas ainda conseguiam enxergar. A maioria era idosa. Ao sair da sala de cirurgia do Hospital Municipal de Barueri, 14 delas estavam cegas de um dos olhos. A cirurgia é considerada simples.
Nesta terça, o médico que realizou as cirurgias e um representante do hospital foram ouvidos no fórum de Barueri. Além deles, 10 pacientes também prestaram depoimento.
A Secretaria de Saúde de Barueri diz que a Organização Social Pró-Saúde deixou a administração do Hospital Municipal de Barueri no ano seguinte do acontecimento. Afirma também que os processos investigativos permanecem em curso.
Em 2014, a prefeitura de Barueri afirmou que a principal suspeita era de que os conservantes utilizados nos anestésicos poderiam ter causado o problema, e descartou erro médico. Porém, os fabricantes dos anestésicos relataram não terem detectado qualquer anormalidade nos produtos.