Os números mais recentes do Ministério da Saúde e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelam um cenário preocupante envolvendo motociclistas no Brasil.
De janeiro a outubro de 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) destinou R$ 141,4 milhões para 92.732 procedimentos hospitalares relacionados a acidentes com motos, incluindo internações. Em 2024, os gastos foram ainda maiores: R$ 167,9 milhões para 111.316 procedimentos.
Nas rodovias federais, o número de ocorrências segue em alta. Segundo a PRF, os acidentes envolvendo motocicletas aumentaram 2,3% em 2025, passando de 31.575 registros em 2024 para 32.297 no ano passado. No acumulado de dois anos, o balanço é contundente: 72.045 feridos e 4.037 mortes.
Para a Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (SBTO), os acidentes de trânsito são a principal causa de politraumatismo – condição caracterizada por múltiplas lesões graves – e representam uma das maiores fontes de sobrecarga para os prontos-socorros do país.
Além dos impactos imediatos, os especialistas alertam para as sequelas permanentes, o afastamento do trabalho e os efeitos emocionais sobre pacientes e famílias.
“O custo não é apenas financeiro. Cada acidente grave significa uma vida transformada e uma pressão adicional sobre um sistema de saúde já sobrecarregado”, ressalta a entidade.
