A série Vespa P/PX é uma gama de scooters fabricadas pela Piaggio, apresentada pela primeira vez em 1977, em Milão, como o modelo “nuova linea” (“nova linha”). Construída com dois freios a tambor e motor monocilíndrico refrigerado a ar, a linha foi aprimorada com nova suspensão dianteira e eixo traseiro revisado para maior estabilidade. Comercializada inicialmente como P 125 X e P 200 E (com ignição eletrônica), a gama expandiu-se com a P 150 X em 1978 e a PX 80 em 1981, exclusiva para o mercado alemão.
A história da Vespa nasceu da necessidade de mobilidade básica na Itália do pós-guerra. Enrico Piaggio decidiu afastar a empresa do setor aeronáutico para investir em um veículo simples, econômico e acessível. Utilizando materiais como rodas de trens de pouso e motores aeronáuticos na fábrica de Pontedera, ele deu vida ao projeto que se tornaria um ícone global.
Vespa vs. Lambretta
Uma dúvida comum é a diferença entre os dois ícones italianos:
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Estrutura: A Vespa utiliza estrutura monocoque em chapa de aço estampada (mais leve e suave), enquanto a Lambretta adota chassi tubular (mais rígido e robusto).
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Motorização: Na Vespa, o motor é montado lateralmente; na Lambretta, o posicionamento é centralizado.
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Estilo: A Vespa prioriza elegância e linhas arredondadas, sendo o símbolo do estilo “romântico”. A Lambretta tende ao desempenho esportivo e visual robusto, muitas vezes associada a um lado mais rebelde e contracultural.
No cinema, a Vespa foi eternizada em “A Princesa e o Plebeu” (1953), com Audrey Hepburn e Gregory Peck, consolidando sua imagem como símbolo de estilo e liberdade. Na subcultura “Mod” dos anos 60, ambas foram fundamentais, embora a Lambretta tenha ganhado destaque no filme cult “Quadrophenia” (1979).
Trajetória no Brasil e Evolução Técnica
A Vespa chegou ao Brasil em 1954. Teve produção local no Rio de Janeiro (Panauto) entre 1958 e 1964 e, posteriormente, em Manaus através da Motovespa (parceria entre Caloi e Piaggio) na década de 70. Nos anos 80, a PX 200 E tornou-se um fenômeno, sendo o veículo de duas rodas mais vendido do país em 1985. A produção nacional encerrou-se em 1990 devido à concorrência das marcas japonesas, retornando em 2016 como marca premium.
Tecnicamente, a linha evoluiu com:
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Ignição eletrônica: Introduzida nas versões PX125E e PX150E.
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Série Arcobaleno (Lusso): Trouxe indicadores de lubrificação e combustível, freio dianteiro a disco e partida por chave.
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Vespa T5 Pole Position: Versão esportiva de 1985 com quase 12 cavalos de potência.
A produção da linha PX foi interrompida em 2007, retornou em 2010 para atender às normas Euro 3 e teve seu encerramento definitivo em 2017, quando os tradicionais motores de dois tempos deixaram de atender às exigências ambientais do padrão Euro 4. Atualmente, a Vespa é reconhecida como a motoneta clássica por excelência, equilibrando seu legado histórico com a sofisticação moderna.







