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TROCA DE SEGMENTO

General Motors revela versão 2023 da picape Montana

A linha 2023 da Chevrolet Montana "invade" o nicho das picapes derivadas de utilitários esportivos, para brigar com a Fiat Toro

Daniel Dias - AutoMotrix

Publicado em 09/12/2022 às 08:00

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Além de ter crescido, a Montana abandonou a base de um hatch para incorporar as características do SUV Tracker, incluindo o "powertrian" / Divulgação

Depois de um longo período de desenvolvimento, troca de casa – da Argentina para São Caetano do Sul (SP) – e reconstrução total, a picape Montana acaba de ser revelada, com chegada prevista às concessionárias brasileiras somente a partir de fevereiro de 2023. Tão logo apresentou a nova geração, a General Motors abriu o período de pré-vendas das duas configurações da picape, a LTZ, com preço de R$ 134.490, e a topo de linha Premier, a R$ 140.490. A nova Montana troca de segmento, subindo do compacto para o intermediário, abaixo das médias. Assim, baterá de frente com a líder da categoria das picapes derivadas de utilitários esportivos, a Fiat Toro, além da Renault Oroch. Antes com a frente do Agille, que por sua vez sucedeu a “cara” do antigo Corsa, a Montana agora foi desenvolvida a partir do Tracker, assumindo as características de design frontal dos novos modelos da marca norte-americana.

A Montana 2023 é equipada com o motor 1.2 turboflex com até 133 cavalos de potência e 21,4 kgfm de torque, acoplado à transmissão automática de 6 marchas, o mesmo “powertrain” que move as versões mais caras da Tracker. Em um segundo momento, a picape terá uma versão de entrada destinada especialmente para frotistas, com câmbio manual de 5 velocidades. O propulsor turbo traz calibração exclusiva na picape, em sintonia com a proposta de multiuso do veículo. Segundo a Chevrolet, esse trabalho foi feito nos demais sistemas mecânicos, como transmissão, direção e suspensão. Até os pneus foram especialmente desenvolvidos para o modelo. A oferta de equipamentos de série inclui itens como seis airbags, alerta de ponto cego, faróis full-led com regulagem de altura e acendimento automático, ar-condicionado digital, sensor de estacionamento com câmera de ré, chave inteligente com partida por botão, tampa da caçamba com alívio de peso na descida, carregador de smartphone sem fio, Wi-Fi nativo, sistema OnStar e aplicativo para comandar funções do carro remotamente.

Pela primeira vez com cabine dupla e quatro portas, a Montana se destaca ainda pelo design, espaço interno, segurança, conectividade e performance. As proporções da carroceria da picape são inéditas na Chevrolet no Brasil, com 4,72 metros de comprimento e média de 1,80 metro de largura. Chamado pela fabricante norte-americana de “Caçamba Multi-Flex”, o compartimento de carga da nova Montana é outro diferencial do modelo, trazendo um sistema de vedação da cobertura para proteção contra a água e uma série de acessórios customizados, que permitem várias configurações para o transporte, inclusive a possibilidades de montagem de compartimentos separados e estanques.

Em relação ao visual, a nova Montana tem um conjunto óptico bipartido em leds, em “tabelinha” com a mais recente linguagem global de design da Chevrolet. A lateral é marcada pela silhueta típica de utilitários, com linha de cintura elevada e molduras contornando toda a base do veículo. Na traseira, uma barra em preto brilhante conecta as lanternas, conferindo um certo requinte ao conjunto. A posição mais elevada de dirigir – também dos SUVs –, o ambiente tecnológico da cabine e os acabamentos com materiais mais requintados remetem igualmente aos utilitários esportivos. De acordo com a Chevrolet, essa sensação é reforçada pelo baixo nível de ruído a bordo, pelo rodar confortável e pela boa estabilidade do veículo, vazio ou carregado. Para quem gosta de personalização, há uma gama de acessórios para a parte externa, como estribos, extensor do para-choque frontal, vários tipos de santantônio e faróis de neblina em leds.

Embora a caçamba seja a principal parte em termos de trabalho em uma picape, a preocupação de integrar sua nova picape ao mundo dos SUVs também esteve presente na equipe de engenharia da Chevrolet para dentro da cabine. Por isso, a marca resolveu equipar o interior da nova Montana com acabamentos sofisticados e uma ambientação mais tecnológica do que normalmente o segmento costuma oferecer. A central multimídia estreia o conceito de tela do MyLink totalmente integrada ao quadro de instrumentos. O multimídia está na parte superior do painel e sua tela de 8 polegadas, por ficar na posição horizontal, ajuda na leitura de mapas de navegação e reduz a possibilidade de distração ao volante. Para a General Motors, o sistema de multimídia da nova Montana é um dos mais avançados do mercado, oferecendo Wi-Fi com sinal de internet até 12 vezes mais estável e telemática avançada do OnStar. Agrega projeção sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, atualização remota de sistemas eletrônicos do veículo, aplicativo myChevrolet para comandar funções do carro à distância e carregador de smartphone por indução magnética.

De acordo com a Chevrolet, a nova Montana é um produto de elevada resistência e segue requisitos internacionais de proteção a ocupantes e pedestres. O para-choque dianteiro e o capô são projetados para amortecer impactos em caso de um possível atropelamento, enquanto os freios ABS contam com distribuição da força e da assistência de frenagem de urgência. Completam a lista do quesito segurança o controle eletrônico avançado de tração e estabilidade, o sistema de monitoramento da pressão dos pneus e a resposta automática em caso de acidentes pelo Centro de Atendimento OnStar.

Para cima e para baixo
O segmento de picapes originárias de hatches compactos – inventado no Brasil – teve um representante de peso na Chevrolet, surgido em 2003, com a Montana, derivada do Corsa. No México, o veículo era conhecido como Tornado, pois a Pontiac já havia usado o nome Montana para sua gama de minivans na América do Norte. O design da primeira geração da Montana usava a frente do Corsa, mas já trazia algumas novidades interessantes, como os degraus laterais incorporado à caçamba para facilitar o acesso do trabalhador em embarques de carga. Essa característica continuou na segunda geração, então produzida na Argentina com a “cara” do compacto Agille, a partir de 2010. E, por incrível que possa parecer, manteve a frente do compacto retirado de linha em 2016 até o ano passado. Tanto que a Montana/Agille ainda figura nas estatísticas de vendas da Fenabrave, com 17 unidades de “ponta de estoque” emplacadas em 2022, sendo apenas uma em novembro.

As primeiras Montana eram equipadas no Brasil com motores 1.4 Ecoflex e 1.8 FlexFuel. Em alguns mercados, como no sul-africano, ela era vendida como Opel Corsa Utility, com a picape oferecida com mais opções de motores, mas nenhuma com a tecnologia brasileira bicombustível. Lá, eram usados os 1.4 a gasolina e 1.7 turbodiesel. Em 2007, a Montana foi disponibilizada no Brasil em duas versões: a Conquest e a Sport. Essas configurações foram produzidas em São José dos Campos (SP) até 2010. A África do Sul continuou montando as versões no sistema CKD (do inglês “Complete Knock-Down”, ou “veículo embarcado por partes”) fornecido pelo Brasil. Nos seus bons tempos, a Montana chegou a figurar em alguns meses perto do volume de vendas da “eterna” líder Fiat Strada. Agora, com o crescimento de tamanho, a Montada terá uma “queda de braço” com outra picape da marca italiana.

Ficha Técnica
Chevrolet Montana 1.2 Premier

Motor: 1.2, turbo, três cilindros
Transmissão: automática, 6 marchas
Potência: 132 cv a gasolina / 133 cv a etanol a 5.500 rpm
Torque: 21,4 kgfm a 2 mil rpm
Combustível: gasolina e/ou etanol
Direção: hidráulica
Tração: dianteira
Suspensão: dianteira tipo MacPherson com barra estabilizadora helicoidal, traseira eixo de torção semi-independente
Rodas: liga leve de 17 polegadas, pneus 215/55 R17
Dimensões: 4,72 metros de comprimento, 1,80 metro de largura
Caçamba: 874 litros
Preço: R$ 140.490

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