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TESTE (MUITO) RÁPIDO

Mustang Mach-E: confira o desempenho nas pistas

O crossover Mustang Mach-E justifica na estrada e na pista de corrida as expectativas causadas pelo seu nome e pelo seu visual

Luiz Humberto Monteiro Pereira - AutoMotrix

Publicado em 03/11/2023 às 10:00

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Os dois motores de corrente alternada entregam 487 cavalos de potência e um torque de 87,7 kgfm / Divulgação

O Mustang Mach-E, o primeiro Ford elétrico de produção em série, é importado do México na versão GT Performance – a mais orientada para o desempenho. Com preço de R$ 486 mil, está disponível desde o início de outubro em mais de 110 concessionárias em todo o território nacional. A escolha do nome deixa clara a intenção da Ford de evocar o caráter icônico do cupê esportivo comercializado há 59 anos, com cerca de 10,5 milhões de unidades emplacadas em mais de 150 países. Já a denominação “Mach-E” é inspirada na variante Mach 1 da primeira geração do Mustang. Com o Mach-E, a proposta foi criar um veículo elétrico com o apelo emocional que impulsiona as vendas do cupê esportivo Mustang há quase seis décadas.

Além do nome, o Mach-E pegou emprestadas referências estéticas – é inconfundivelmente reconhecível como um Mustang. Lá estão elementos indefectíveis, como o capô longo e poderoso, a frente no estilo “nariz de tubarão”, os faróis alongados com “day-light” retilíneo, o caimento do teto em direção à traseira curta e as lanternas em leds com as três barras. Não há maçanetas convencionais – o veículo apresenta botões que abrem as portas e uma pequena maçaneta emerge das portas dianteiras. O emblema “GT” na tampa do porta-malas se soma a outros diferenciais estéticos específicos da versão que chega ao Brasil, como a grade na cor Dark Matter Grey (cinza escuro brilhante), o para-choque dianteiro com entradas aerodinâmicas, o spoiler frontal, as rodas de liga leve de 20 polegadas com face usinada e detalhes pretos de alto brilho, o teto e as carenagens dos retrovisores em preto.

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Se a alma de qualquer Mustang é o motor, no caso do Mach-E GT, são os motores. São dois de corrente alternada que impulsionam as quatro rodas, combinando-se para produzir até 487 cavalos de potência e um torque de robustos 87,7 kgfm. Montado na parte traseira, o motor síncrono de ímã permanente atinge o torque máximo em meio segundo, com o dianteiro fornecendo de forma independente potência, torque e tração adicionais às rodas da frente. Segundo a Ford, o Mach-E GT pode acelerar da imobilidade aos 100 km/h em 3,7 segundos. A velocidade máxima, controlada eletronicamente, é de 200 km/h. A distribuição de peso segue o padrão considerado ideal para esportivos – 50% na dianteira e 50% na traseira.

O trem de força é configurado para aumentar o equilíbrio da distribuição de torque à medida em que o motorista alterna entre os modos de direção. O modo “Engage” equilibra a serenidade silenciosa de um veículo totalmente elétrico com o desempenho divertido do Mustang. Para aumentar a emoção, basta mudar para o “Unbridle”, que melhora a resposta do acelerador. O modo “Unbridle Extendend” faz o mesmo, porém, com mais foco na rentabilização da bateria. E o “Whisper” potencializa o Brake Traction Control, que ajuda a manter a aderência em superfícies escorregadias.  

Com células de íons de lítio, a bateria de níquel, cobalto e manganês de 91 kWh pesa 596 quilos e é dividida em 12 módulos, localizada centralmente entre os eixos e abaixo do assoalho do carro. O Mach-E GT proporciona uma autonomia pelo ciclo WLTP de até 571 quilômetros entre carregamentos – na norma do Inmetro, é de 379 quilômetros. O carregamento utiliza um plugue tipo 2, e os compradores do (Mach-E recebem um Ford Wallbox portátil de 7 kW, para carregar de 10% a 80% em aproximadamente seis horas e de zero a 100% em 14 horas. Opcionalmente, é possível adquirir um Wallbox fixo de 7 kW, de 11 kW ou um carregador de emergência de baixa potência, para tomadas convencionais.

Padrão na versão GT, a suspensão adaptativa MagneRide controla eletronicamente o fluido dentro do amortecedor para responder em tempo real às mudanças nas condições da estrada, podendo ajustar o caráter do veículo de acordo com o modo de condução selecionado. Os discos de freio dianteiro ventilados Brembo tem 385 milímetros de diâmetro. A GT traz tecnologias avançadas de assistência ao motorista, incluindo controle de cruzeiro adaptativo inteligente com Stop&Go e centralização de faixa, assistência de ponto cego, Active Park Assist 2.0, assistente de manobras evasivas e assistência pré-colisão com detecção de pedestres, alerta de tráfego cruzado e frenagem automática de emergência (para frente ou para trás). O Mach-E GT Performance tem três anos de garantia, sem limite de quilometragem, com revisões gratuitas. Motores, bateria e demais componentes de alta voltagem têm garantia de oito anos.

No interior, sinais de design tradicionais do “Pony Car”, como o painel de instrumentos com capota dupla, estão presentes. Uma tela “touchscreen” Full HD de 15,5 polegadas com botão multifuncional dá acesso à última geração do sistema de comunicação e entretenimento Sync 4, com GPS embarcado. O sistema oferece câmera de 360 graus e assistente de estacionamento automático. Com destaque para informações de autonomia e status da bateria, o quadro de instrumentos tem tela de 10,2 polegadas com três modos de customização. O habitáculo tem seis entradas USB do tipo A e C. O carregamento sem fio para smartphones é de série.

Primeiras impressões
Elétrons com adrenalina

Elias Fausto/SP – O teste de apresentação do Mustang Mach-E partiu da sede brasileira da Ford no bairro paulistano de Vila Olímpia e pegando as estradas da região com cerca de 140 quilômetros até o município de Elias Fausto, onde fica o Circuito Panamericano, que é o campo de provas da Pirelli. Tanto nos trechos urbanos quanto na estrada, o crossover elétrico da Ford se revela um ótimo parceiro de viagem: é silencioso, confortável, muito fácil de se dirigir e entrega retomadas de velocidade absurdamente rápidas, com acelerações que não deixam a desejar em relação aos superesportivos da Porsche, da BMW, da Audi e da Mercedes-Benz. Mas as limitações de velocidade no trecho não permitiram maiores radicalidades, apenas uma travessia rápida e bastante agradável.

Em circuito fechado, finalmente surgiu a oportunidade de dar algumas voltas rápidas e testar os limites do crossover elétrico de forma mais radical. Não houve qualquer decepção. De acordo com a Ford, o Mach-E GT pode acelerar da imobilidade aos 100 km/h em 3,7 segundos. E arrancar da imobilidade com o pé enterrado no acelerador é uma experiência impressionante e lúdica, que gera no motorista a percepção de sentir suas costas sendo oprimidas instantaneamente em direção ao banco. Os bancos esportivos Ford Performance, por sinal, oferecem bom apoio para uma condução vigorosa, com acabamento em um material de toque suave semelhante a couro, tal como o volante.

A velocidade máxima do Mustang Mach-E, controlada eletronicamente, é de 200 km/h – e pode ser atingida de forma fácil e impressionantemente rápida. A distribuição de peso do crossover elétrico segue o padrão considerado ideal para esportivos – 50% na dianteira e 50% na traseira. É um detalhe que pode até parecer apenas “fetiche” de pilotos “puristas” – mas que, na prática, faz diferença no comportamento dinâmico de um esportivo, especialmente em trechos sinuosos. Nas curvas rápidas, o carro parece rodar sobre trilhos invisíveis e, durante o teste, não chegou nem perto de demostrar os seus limites. No final do teste, por mais sóbrio e controlado que o motorista seja, ninguém passa pela experiência de pilotar o Mustang Mach-E em uma pista de corridas sem um sorriso no rosto, acompanhado de algum estágio de taquicardia – e de uma indisfarçável vontade de dar mais algumas voltas.

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