Com as temperaturas despencando especialmente nas regiões Sul e Sudeste, surgem os problemas específicos do inverno nos carros com motor a combustão interna. O frio dificulta a atomização do combustível, devido à formação de gotículas de água.
“Durante o frio, o motorista deve ter especial atenção com a bateria, as velas, os cabos e as bobinas. A viscosidade do óleo lubrificante aumenta no frio, exigindo mais energia para girar o motor. Para evitar falhas, é essencial manter a bateria em boas condições. Se o motorista observar que o frio será intenso, deve deixar a tampa do radiador de água aberta porque o gelo se expande” aconselha Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra – multinacional japonesa especializada em componentes para sistemas de ignição.
Os principais contratempos enfrentados pelos motoristas são:
- Dificuldade na partida a frio dos motores – A baixa temperatura dificulta a vaporização do combustível, essencial para a ignição.
- Encharcamento das velas de ignição – O excesso de combustível não vaporizado pode molhar as velas, provocar a perda de isolação elétrica e prejudicar sua eficiência.
- Contaminação do óleo lubrificante do motor – Partidas a frio frequentes em temperaturas baixas do tempo podem aumentar a contaminação do óleo com combustível não queimado, que passa pelo espaço entre os anéis e o pistão, contaminando o óleo lubrificante.
- Danos aos sensores de oxigênio – O choque térmico pode levar o combustível não queimado a entrar nas partes internas dos sensores.
- Maior estresse sobre as baterias e o motor de partida (arranque) – O esforço extra para dar partida no motor em baixas temperaturas e a insistência de dar o arranque podem aumentar o estresse sobre os componentes do propulsor.
